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Justiça do Trabalho manteve demissão por justa causa após análise de mensagens enviadas em grupo corporativo. (Foto: Reprodução)
Por: Editorial | 08/07/2026 16:23
Um trabalhador teve mantida a demissão por justa causa após a Justiça do Trabalho considerar inadequadas mensagens enviadas em um grupo de aplicativo corporativo. O caso ocorreu em São Caetano do Sul, no estado de São Paulo.
Segundo o processo, o funcionário foi desligado após a empresa analisar conversas realizadas em aparelhos utilizados para atividades profissionais. Nas mensagens, havia comentários sobre colegas de trabalho, incluindo referências consideradas ofensivas e inadequadas.
Uma testemunha ouvida durante a ação relatou que as conversas envolviam outros colaboradores e integrantes da equipe, além de comentários sobre funcionárias e mensagens consideradas incompatíveis com o ambiente de trabalho.
O processo também apontou a existência de manifestações de cunho discriminatório envolvendo um colega, após a circulação de uma imagem de uma festa à fantasia.
Após a demissão, o trabalhador entrou com uma ação judicial para tentar reverter a justa causa. Ele alegou que não teria recebido informações detalhadas sobre o motivo do desligamento e que não teve acesso aos documentos que justificariam a decisão da empresa.
O pedido, no entanto, foi negado pelo juiz João Felipe Arrigoni, da 3ª Vara do Trabalho de São Caetano do Sul. Na decisão, o magistrado destacou que as mensagens analisadas demonstravam comportamento incompatível com a postura esperada em um ambiente profissional e que o uso de equipamento corporativo reforçava a responsabilidade do empregado.
Com a decisão, a demissão por justa causa foi mantida. O trabalhador ainda pode recorrer da sentença. Com informações: Metrópoles
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