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Último desejo foi voltar para casa: mulher percorre mais de 1,2 mil km para se despedir de Campo Grande


Conhecida como "Gaúcha", Rufina Brites Cardoso voltou de Londrina para rever familiares e amigos antes de morrer na cidade onde viveu grande parte da vida.
Rufina Brites Cardoso realizou o desejo de retornar a Campo Grande para rever familiares e amigos antes de sua despedida. (Foto: Arquivo Pessoal) Por: Editorial | 08/07/2026 18:12

O desejo de retornar à cidade onde nasceu e construiu sua história marcou os últimos dias de vida de Rufina Brites Cardoso, conhecida carinhosamente como "Gaúcha". Após meses internada em Londrina, no Paraná, ela pediu à família que a levasse de volta para Campo Grande, em Mato Grosso do Sul, onde morreu na madrugada desta quarta-feira (8), poucos dias antes de completar 73 anos.

Segundo familiares, Rufina enfrentava um quadro de saúde delicado após uma fratura e a suspeita de um câncer. Mesmo convivendo com fortes dores e fazendo uso contínuo de medicamentos, decidiu percorrer cerca de 1,2 mil quilômetros para rever parentes, amigos e pessoas que fizeram parte de sua trajetória.

A filha caçula, a fisioterapeuta Renata Maria Cardoso de Mello, contou que a mãe expressou claramente o desejo de passar os últimos dias na cidade onde nasceu. A família atendeu ao pedido e conseguiu proporcionar reencontros que marcaram a despedida.

Muito conhecida nos bairros Vila Nhanhá e Piratininga, Rufina ganhou o apelido de "Gaúcha" por causa do tradicional bar que administrou durante muitos anos na Rua Manoel da Costa Lima. O estabelecimento tornou-se um ponto de encontro para moradores, amigos e músicos da região.

Antes de atuar no comércio, ela trabalhou como açougueira, sendo lembrada pelos familiares como uma das pioneiras na profissão em Mato Grosso do Sul. Ao longo da vida, conciliou o trabalho com a criação de uma grande família.

Além dos filhos biológicos e de um filho adotivo, Rufina acolheu outras seis meninas após tomar conhecimento das dificuldades enfrentadas por elas. Com a chegada da filha caçula, passou a cuidar de 12 filhos, tornando-se referência de dedicação e solidariedade para familiares e conhecidos.

Segundo Renata, a mãe sempre foi exemplo de força, generosidade e resiliência, características que inspiraram sua escolha pela profissão de fisioterapeuta.

O velório está marcado para esta quinta-feira (9), na Capela Pax Mundial, em Campo Grande. O sepultamento ocorrerá no Cemitério Campo Santo, reunindo familiares, amigos e pessoas que acompanharam sua trajetória ao longo dos anos. Com informações: CG News.

 

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