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MP denuncia quatro investigados por morte de jovem durante salto de rope jump em Limeira


Três instrutores e a responsável pela empresa organizadora foram denunciados pelo Ministério Público de São Paulo. Acusados poderão responder por homicídio com dolo eventual caso a Justiça aceite a denúncia.
Ministério Público denunciou quatro investigados pela morte de Maria Eduarda durante atividade de rope jump em Limeira; caso aguarda análise da Justiça. (Foto: Reprodução/CNN Nacional) Por: Editorial | 09/07/2026 07:27

O caso da morte de Maria Eduarda Rodrigues de Farias, de 21 anos, ganhou um novo desdobramento judicial. O Ministério Público de São Paulo (MPSP) apresentou denúncia formal contra quatro pessoas investigadas pelo acidente ocorrido durante uma atividade de rope jump, realizada em Limeira, no interior paulista.

A denúncia foi protocolada na última terça-feira (7) e aponta que três instrutores responsáveis pela execução da atividade e a gestora da empresa organizadora deixaram de adotar medidas essenciais de segurança, o que teria contribuído diretamente para a morte da jovem. Se a acusação for aceita pela Justiça, os envolvidos responderão pelo crime de homicídio com dolo eventual, quando se assume o risco de produzir o resultado.

Segundo a investigação, o acidente aconteceu em 13 de junho, na conhecida Ponte do Esqueleto, durante um salto promovido pela empresa Entre Cordas. Conforme apurado pelas autoridades, Maria Eduarda foi lançada da estrutura sem estar corretamente conectada ao sistema de segurança que deveria impedir a queda.

Os denunciados são os instrutores Luis Felipe Feliciano Egoroff, Maicon Fernandes Cintra e Vitor de Freitas Gonçalves, apontados como responsáveis diretos pela realização da atividade no momento do acidente. Os três permanecem presos preventivamente desde o avanço das investigações.

Também foi denunciada Evelyne dos Santos Gonçalves, responsável pela administração da empresa organizadora. Além da acusação relacionada à morte da jovem, ela responderá por suspeita de fraude processual. Conforme o Ministério Público, há indícios de que ela tenha tentado retirar uma câmera acoplada ao corpo da vítima, equipamento considerado importante para a produção de provas durante a investigação.

Na mesma manifestação, a Promotoria solicitou a manutenção da prisão preventiva dos três instrutores e pediu que a prisão temporária de Evelyne seja convertida em prisão preventiva. O órgão também requereu que os denunciados sejam condenados ao pagamento de R$ 200 mil a título de reparação pelos danos causados à família da vítima.

Após o acidente, testemunhas registraram imagens que mostram o momento em que pessoas presentes perceberam que Maria Eduarda não estava presa ao equipamento de segurança. Em seguida, os participantes iniciaram tentativas de reanimação até a chegada das equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Apesar dos esforços, a jovem não resistiu aos ferimentos provocados pela queda e morreu no local.

O caso segue em tramitação no Poder Judiciário, que deverá analisar a denúncia apresentada pelo Ministério Público e decidir sobre a abertura da ação penal contra os investigados. Com informações: CNN

 

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