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PF localiza e apreende última arma registrada em nome de Bolsonaro no Rio Grande do Sul


Espingarda foi entregue voluntariamente por um homem no Rio Grande do Sul e era o último armamento vinculado ao ex-presidente que ainda não havia sido recolhido por determinação do Supremo Tribunal Federal.
Espingarda registrada em nome do ex-presidente Jair Bolsonaro foi apreendida pela Polícia Federal no Rio Grande do Sul após entrega voluntária do armamento. (Foto: Reprodução/Polícia Federal) Por: Editorial | 09/07/2026 07:39

A Polícia Federal concluiu nesta quarta-feira (8) a apreensão da última arma de fogo registrada em nome do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) que ainda permanecia pendente de recolhimento. O armamento, uma espingarda, foi localizado em Cachoeirinha, no Rio Grande do Sul, após um homem procurar espontaneamente a corporação para informar que estava com o equipamento e manifestar interesse em entregá-lo.

Segundo a Polícia Federal, como não havia possibilidade legal de regularizar o transporte da arma até uma unidade policial, agentes se deslocaram ao endereço informado para realizar a apreensão e adotar os procedimentos previstos em lei.

A espingarda era o último armamento vinculado ao ex-presidente que ainda não havia sido recolhido em cumprimento à determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. A decisão determinou a apreensão de todas as armas registradas em nome de Bolsonaro após a revogação de seu Certificado de Registro de Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC).

Também na quarta-feira, a Polícia Federal cumpriu mandado de busca na residência do ex-presidente com o objetivo de localizar armas, munições, acessórios e documentos relacionados ao registro dos armamentos. Conforme informado pelas autoridades, nenhum material foi encontrado no imóvel.

A medida judicial foi motivada por divergências identificadas entre a quantidade de armas registradas em nome de Bolsonaro e aquelas que haviam sido efetivamente entregues aos órgãos competentes. Na decisão, o ministro Alexandre de Moraes afirmou que as inconsistências justificavam a adoção de diligências para localizar eventuais armamentos ainda não recolhidos.

Em decisão anterior, Moraes manteve a prisão domiciliar do ex-presidente e determinou a revogação de seu registro de CAC, ressaltando que a posse de armas de fogo é incompatível com a atual condição processual do ex-chefe do Executivo.

A defesa de Bolsonaro havia informado que parte das armas já havia sido entregue anteriormente à Polícia Federal e que outras permaneciam sob responsabilidade do Exército. No entanto, após conferência realizada pelas autoridades militares, foi constatada a ausência de uma das espingardas relacionadas. Posteriormente, a defesa comunicou que o armamento estava em uma empresa importadora localizada no Rio Grande do Sul, onde acabou sendo recolhido pela Polícia Federal. Com informações: Força de Segurança

 

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