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Servidor investigado na Operação Gutenberg recebia mais de R$ 44 mil e é apontado como alvo de apuração sobre suposto esquema na saúde


Ex-coordenador estadual de Regulação da Secretaria de Saúde é investigado pelo Ministério Público em apuração que envolve suposto desvio de recursos públicos e favorecimento irregular.
Ex-coordenador estadual de Regulação da Saúde está entre os alvos da Operação Gutenberg, que investiga suspeitas envolvendo recursos públicos. (Foto: Arquivo) Por: Editorial | 09/07/2026 14:03

A Operação Gutenberg, conduzida pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul, revelou uma investigação sobre um suposto esquema envolvendo servidores públicos, empresários e outros envolvidos na área da saúde estadual. Segundo o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), as suspeitas indicam uma movimentação superior a R$ 27 milhões relacionada ao caso.

Entre os alvos da investigação está um servidor que atuava na coordenação estadual de Regulação da Secretaria de Saúde, setor responsável pelo gerenciamento de vagas hospitalares, incluindo leitos de UTI, exames e procedimentos especializados pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

De acordo com dados do Portal da Transparência, o servidor recebia remuneração mensal superior a R$ 32 mil, podendo ultrapassar R$ 44 mil em determinados períodos devido ao pagamento de gratificações e vantagens.

Conforme a apuração do Ministério Público, há suspeita de que a estrutura responsável pela regulação de serviços de saúde tenha sido utilizada de forma irregular. A investigação aponta que a liberação de exames, cirurgias e vagas hospitalares poderia estar relacionada à aquisição de materiais comercializados por empresas ligadas aos investigados.

Após a deflagração da operação, o Governo do Estado informou o afastamento dos servidores envolvidos e anunciou a realização de uma auditoria para verificar possíveis falhas e irregularidades dentro da pasta.

As investigações continuam em andamento, e a responsabilidade dos envolvidos ainda será analisada pela Justiça, que deverá avaliar as provas reunidas pelos órgãos de controle.

O caso chama atenção por envolver um setor considerado essencial para o funcionamento da saúde pública, responsável pela organização do atendimento de pacientes que dependem da rede estadual para acesso a serviços especializados. Com informações: Estado Diário

 

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