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Armas e munições apreendidas durante investigações relacionadas ao grupo criminoso que atuava em áreas rurais de Mato Grosso do Sul (Foto: Polícia Militar/Arquivo)
Por: Editorial | 10/07/2026 07:26
Um homem de 49 anos, que estava foragido da Justiça havia cerca de dois anos, foi preso na manhã desta quinta-feira (9) durante uma ação da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Rurais e Abigeato (Deleagro), em Mato Grosso do Sul. Conforme a Polícia Civil, ele é investigado por integrar uma organização criminosa especializada em furtos e roubos de gado no Estado.
Segundo as investigações, o preso também responde por crimes de roubo qualificado e associação criminosa, além de possuir antecedentes por furto e receptação. A captura ocorreu em cumprimento a um mandado expedido pela Justiça.
O investigado já havia sido apontado pelo Ministério Público como um dos envolvidos em um assalto ocorrido em julho de 2014 contra um restaurante localizado às margens da BR-262, na região do Indubrasil, em Campo Grande. Na ocasião, um grupo armado invadiu o estabelecimento e praticou o roubo. Os suspeitos foram presos dias depois durante as investigações.
Embora tenha sido absolvido em primeira instância em 2020, a decisão foi posteriormente reformada pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul após recurso apresentado pelo Ministério Público. A condenação resultou em pena superior a oito anos de reclusão, além da aplicação de multa. Em razão da decisão judicial, foi expedido um mandado de prisão, que acabou sendo cumprido nesta semana.
Além desse processo, o homem também é investigado por participação em uma organização especializada em crimes de abigeato. Conforme as apurações, o grupo atuava em propriedades rurais de diferentes municípios sul-mato-grossenses, escolhendo fazendas localizadas próximas a rodovias para facilitar o transporte dos animais e dificultar a fiscalização.
Na época das investigações, entidades ligadas ao setor agropecuário estimaram que os prejuízos causados pelos furtos ultrapassaram R$ 1 milhão, principalmente devido ao alto valor genético de parte do rebanho levado pelos criminosos.
O preso permanece à disposição da Justiça, enquanto as investigações sobre a atuação da organização criminosa seguem em andamento. Com informações: Força de segurança
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