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Índice oficial de inflação desacelerou em junho com influência da queda nos preços dos alimentos e combustíveis (Foto: Agência Brasil/Arquivo)
Por: Editorial | 10/07/2026 10:18
A inflação oficial do Brasil apresentou desaceleração em junho e registrou alta de 0,16%, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado ficou abaixo das expectativas do mercado, que projetavam uma elevação de 0,31% no período.
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) havia registrado avanço de 0,58% em maio. Com o resultado de junho, a inflação acumulada nos últimos 12 meses passou para 4,64%, ante 4,72% no mês anterior.
O desempenho representa a menor variação mensal do índice desde outubro, quando o IPCA teve alta de 0,09%.
O grupo Alimentação e Bebidas foi um dos principais responsáveis pela desaceleração do índice em junho. A categoria apresentou queda de 0,24%, após alta de 1,33% registrada em maio.
Dentro da alimentação consumida nas residências, a redução foi ainda maior, com recuo de 0,39%. Entre os produtos que tiveram queda nos preços estão o café moído, com baixa de 3,72%, as frutas, com redução de 1,58%, e as carnes, que recuaram 0,64%.
Por outro lado, alguns alimentos apresentaram aumento, como o feijão-carioca, que subiu 8,31%, e a batata-inglesa, com alta de 3,57%.
Mesmo com a desaceleração geral da inflação, o grupo Habitação registrou a maior alta entre os setores analisados, com avanço de 0,63% em junho.
O resultado foi influenciado principalmente pela energia elétrica residencial, que aumentou 1,53% no mês. Apesar da alta, o percentual ficou abaixo do registrado em maio, quando a elevação chegou a 3,67%.
As contas de luz permaneceram com a bandeira tarifária amarela em junho, representando uma cobrança adicional de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos.
O setor de Transportes passou de uma queda de 0,46% em maio para uma alta de 0,17% em junho. O resultado foi influenciado principalmente pelo aumento das passagens aéreas, que tiveram elevação de 7,12%.
Em contrapartida, os combustíveis registraram redução nos preços. O etanol caiu 3,09%, o óleo diesel recuou 1,19%, o gás veicular teve queda de 0,19% e a gasolina diminuiu 0,12%.
A inflação de serviços também apresentou leve redução, passando de 0,40% em maio para 0,34% em junho. No acumulado de 12 meses, porém, o setor ainda registra alta de 5,90%.
O índice de difusão da inflação, que mede a quantidade de produtos e serviços com aumento de preços, caiu de 65% para 54% no período.
Analistas seguem monitorando fatores externos, como os impactos de conflitos internacionais sobre os preços dos combustíveis e possíveis efeitos climáticos sobre a produção agrícola.
O Banco Central também acompanha o cenário para definir os próximos passos da política monetária. A taxa básica de juros, a Selic, está em 14,25% ao ano após redução realizada recentemente.
A projeção mais recente do mercado financeiro aponta expectativa de inflação de 5,30% para 2026 e de 4,18% para 2027. Com informações: CNN
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