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Prática regular de exercícios físicos tem demonstrado benefícios na recuperação de pacientes que passaram pelo tratamento contra o câncer. (Foto: Arquivo Pessoal)
Por: Editorial | 11/07/2026 08:18
Durante anos, médicos recomendaram a prática de atividade física para pacientes em tratamento contra o câncer com o objetivo de reduzir os efeitos colaterais das terapias. Agora, uma pesquisa científica traz novas evidências de que os benefícios podem ir além da melhora da disposição e da recuperação muscular, alcançando também o fortalecimento do sistema imunológico.
O estudo, publicado em 2026 na revista científica Cancers, analisou sobreviventes de diferentes tipos de câncer e constatou que um programa de musculação realizado durante dez semanas foi capaz de reduzir alterações associadas ao envelhecimento das células de defesa do organismo, condição frequentemente provocada pela quimioterapia, radioterapia e outros tratamentos oncológicos.
Entre os participantes da pesquisa estava uma mulher que enfrentou um câncer de mama do subtipo HER2 positivo, considerado mais agressivo. Após ser diagnosticada aos 32 anos, ela passou por sessões de quimioterapia, cirurgia, radioterapia e tratamento medicamentoso prolongado. Mesmo enfrentando fadiga intensa e limitações físicas, iniciou a prática de exercícios durante o tratamento e manteve a rotina ao longo dos anos.
Atualmente, em remissão completa da doença, ela participa de provas de corrida de longa distância e relata que a atividade física teve papel importante em sua recuperação física e emocional.
A pesquisa foi conduzida por cientistas da Oregon Health & Science University e da University of Minnesota, nos Estados Unidos. Os pesquisadores acompanharam oito sobreviventes de câncer e oito pessoas saudáveis que integraram o grupo de comparação. Todos participaram de um programa de treinamento de força supervisionado, enquanto exames laboratoriais avaliaram alterações no sangue e na microbiota intestinal antes e após o período de exercícios.
Os resultados mostraram que, antes do treinamento, os pacientes apresentavam sinais elevados de inflamação crônica e um sistema imunológico mais desgastado. Após as dez semanas de musculação, esses marcadores diminuíram significativamente, aproximando o perfil imunológico dos sobreviventes ao observado nas pessoas saudáveis.
Especialistas ressaltam que, embora o estudo tenha sido realizado com um número reduzido de participantes, os resultados representam um importante avanço para compreender como o exercício físico pode contribuir para a recuperação de pacientes oncológicos. No entanto, destacam que pesquisas com grupos maiores ainda são necessárias para confirmar os efeitos observados.
Além do fortalecimento muscular, os pesquisadores reforçam que a prática regular de exercícios, sempre com orientação profissional e respeitando as condições clínicas de cada paciente, pode integrar o processo de reabilitação após o tratamento contra o câncer, contribuindo para a melhora da qualidade de vida e da resposta imunológica. Com informações: g1.
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