| Hoje é Terça-feira, 14 de Julho de 2026.

China impõe novas restrições e exportações de carne bovina do Brasil devem perder ritmo


Esgotamento da cota anual com tarifa reduzida deve desacelerar os embarques para o principal mercado comprador da carne bovina brasileira, mas especialistas descartam interrupção total das vendas.
China segue como principal compradora da carne bovina brasileira, apesar das novas restrições tarifárias sobre as importações. (Foto: Reprodução/Adobe Stock) Por: Editorial | 13/07/2026 13:47

As exportações brasileiras de carne bovina para a China devem entrar em um período de desaceleração após o esgotamento da cota anual de importação com tarifa reduzida estabelecida pelo governo chinês para 2026. A mudança não representa o fim das vendas ao país asiático, mas deve reduzir o ritmo dos embarques e aumentar os custos das operações acima do limite permitido.

A partir do momento em que a cota é atingida, os volumes excedentes passam a ser tributados com uma tarifa adicional de 55%, o que reduz a competitividade da carne brasileira no mercado chinês. A expectativa é que frigoríficos e importadores passem a priorizar cargas de maior valor agregado ou contratos considerados estratégicos.

Mesmo com a nova regra, especialistas avaliam que a China continuará sendo o principal destino da carne bovina brasileira. O país asiático segue dependente do abastecimento externo para atender à demanda interna, embora tenha adotado medidas para proteger sua produção nacional.

Dados do setor mostram que o Brasil registrou crescimento nas exportações de carne bovina durante o primeiro semestre de 2026, impulsionado pela antecipação dos embarques antes do esgotamento da cota. Esse movimento contribuiu para elevar tanto o volume exportado quanto a receita obtida com as vendas internacionais.

Representantes da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) estimam que, diante das restrições tarifárias, as exportações totais de carne bovina do Brasil poderão registrar queda de aproximadamente 10% em 2026 em comparação com o ano anterior.

O cenário também incentiva frigoríficos e exportadores a ampliar a busca por novos mercados internacionais, reduzindo a dependência do mercado chinês e diversificando os destinos da produção brasileira. Com informações: Diário Digital

 

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