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Mudança na gasolina pode afetar veículos mais antigos e elevar custos de manutenção


Especialistas alertam que o aumento da mistura de etanol para 32% pode provocar desgaste em componentes de automóveis sem tecnologia compatível, enquanto modelos flex mais modernos tendem a sofrer impactos menores.
Especialistas alertam que veículos mais antigos podem ser os mais afetados caso a mistura obrigatória de etanol na gasolina seja elevada para 32%. (Foto: Reprodução/Agência Brasil) Por: Editorial | 14/07/2026 07:57

A possível elevação da mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina, de 30% para 32%, tem gerado preocupação entre especialistas do setor automotivo. Embora a medida faça parte da estratégia do governo para ampliar o uso de biocombustíveis, engenheiros e representantes da indústria afirmam que veículos mais antigos ou importados sem calibração específica podem apresentar desgaste prematuro e aumento nos custos de manutenção.

Segundo especialistas, os componentes mais suscetíveis aos efeitos da nova mistura são bomba de combustível, bicos injetores, mangueiras, vedações, tanque e demais peças que permanecem em contato direto com o combustível. O etanol possui maior capacidade de absorver umidade, fator que pode favorecer processos de corrosão em sistemas que não foram desenvolvidos para operar com concentrações mais elevadas do biocombustível.

Os veículos fabricados nas últimas décadas, especialmente os modelos flex comercializados no Brasil, contam com sistemas eletrônicos capazes de ajustar automaticamente a injeção de combustível conforme a composição da mistura, reduzindo os impactos da alteração. Já automóveis mais antigos, com carburador ou sistemas de injeção menos sofisticados, podem apresentar dificuldades na partida, aumento do consumo, perda de potência, marcha lenta irregular e desgaste acelerado de componentes.

A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) informou que apoia o avanço dos biocombustíveis, mas defende que qualquer alteração na composição da gasolina seja precedida por testes técnicos e avaliações de durabilidade. A entidade destaca que os ensaios são importantes para garantir a segurança dos consumidores e a confiabilidade dos motores antes da adoção definitiva da nova mistura.

A proposta ainda depende de decisão do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE). Até que haja uma definição oficial, especialistas recomendam que proprietários de veículos antigos mantenham a manutenção preventiva em dia e observem possíveis alterações no funcionamento do motor caso a nova composição passe a ser adotada nacionalmente. Com informações: Agência Brasil

 

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