| Hoje é Terça-feira, 14 de Julho de 2026.

Operação mira grupo suspeito de usar inteligência artificial para aplicar golpes com falsas campanhas de doação


Ação da Polícia Civil ocorre em cinco estados e investiga organização criminosa que utilizava imagens de crianças em tratamento de saúde para arrecadar dinheiro de forma fraudulenta.
Operação Sophia mobilizou equipes da Polícia Civil em cinco estados para combater grupo investigado por criar falsas campanhas de doação na internet. (Foto: Polícia Civil/Divulgação) Por: Editorial | 14/07/2026 13:29

A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta terça-feira (14), a Operação Sophia, voltada ao combate de uma organização criminosa investigada por criar campanhas falsas de arrecadação na internet utilizando imagens de crianças em tratamento médico. A ofensiva acontece simultaneamente em Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo e Pernambuco.

Durante a operação, as equipes policiais cumprem 19 mandados de prisão preventiva e 17 mandados de busca e apreensão. Conforme informações divulgadas pelas autoridades, dez investigados já haviam sido presos até a atualização mais recente da ação.

As ordens judiciais incluem a apreensão de celulares, computadores, documentos, mídias digitais, dispositivos de armazenamento, cartões bancários, contratos sociais, registros de acesso, credenciais de plataformas digitais e outros materiais que poderão contribuir para o avanço das investigações.

De acordo com a Polícia Civil, o grupo é suspeito de utilizar recursos de inteligência artificial e conteúdos manipulados para dar aparência de legitimidade às campanhas fraudulentas, que eram divulgadas principalmente por meio de anúncios patrocinados em redes sociais.

A investigação teve início após a mãe de uma criança em tratamento contra o câncer procurar a polícia ao descobrir que fotos e vídeos da filha estavam sendo utilizados, sem autorização, em publicações que solicitavam doações para uma suposta campanha beneficente.

A partir da denúncia, os investigadores identificaram indícios da atuação de uma organização estruturada, que teria utilizado imagens de pessoas em situação de vulnerabilidade para sensibilizar internautas e obter vantagens financeiras de forma ilícita.

A Polícia Civil segue com as diligências para identificar outros envolvidos, dimensionar o prejuízo causado às vítimas e reunir novas provas que subsidiem o andamento do processo criminal. Com informações: BNC.

 

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