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Mato Grosso do Sul perde Baldinir Bezerra, referência nas artes visuais e na cultura regional


Artista plástico, escultor, músico e servidor da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul deixa um legado marcado por obras de grande relevância artística e contribuição à produção cultural do Estado.
Baldinir Bezerra dedicou décadas à produção artística e tornou-se um dos principais nomes das artes visuais de Mato Grosso do Sul. (Foto: Arquivo Pessoal/Rodrigo Teixeira) Por: Editorial | 15/07/2026 13:28

O cenário cultural de Mato Grosso do Sul amanheceu de luto nesta quarta-feira (15) com a morte do artista plástico, escultor e músico Baldinir Bezerra da Silva. Reconhecido por sua expressiva contribuição às artes visuais e à valorização da cultura sul-mato-grossense, ele construiu uma trajetória marcada por criatividade, sensibilidade e dedicação à produção artística. A causa da morte não foi divulgada.

Servidor da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul (FCMS), Baldinir tornou-se um dos nomes mais respeitados das artes visuais no Estado. Ao longo da carreira, desenvolveu trabalhos que ultrapassaram as fronteiras sul-mato-grossenses, conquistando reconhecimento nacional por sua produção em escultura e cerâmica. Entre suas obras mais conhecidas está a imagem de Nossa Senhora de Belém, instalada na histórica Capela Mayrink, localizada na Floresta da Tijuca, no Rio de Janeiro, espaço que também abriga um painel assinado por Cândido Portinari.

Filho de nordestinos, Baldinir chegou ainda jovem a Campo Grande, onde iniciou sua trajetória artística por meio da música. No início da década de 1990, venceu um concurso promovido pela então Secretaria Municipal de Saúde com uma composição autoral. Posteriormente, mudou-se para o Rio de Janeiro, período em que aprofundou sua dedicação às esculturas em cerâmica e consolidou sua identidade como artista plástico.

Após retornar a Mato Grosso do Sul, voltou a integrar a cena cultural do Estado, conciliando a atuação na Fundação de Cultura com novos projetos artísticos. Durante a pandemia, retomou a produção de esculturas e lançou a série "A Gota que Falta", composta por obras em cimento inspiradas no formato de gotas d'água, trabalho que simbolizou uma nova fase de sua carreira.

Além das exposições e esculturas, Baldinir também deixou sua marca em obras públicas espalhadas por Campo Grande, tornando-se uma referência para artistas e admiradores da cultura regional. Seu trabalho sempre esteve associado à valorização da identidade sul-mato-grossense e ao fortalecimento das artes visuais no Estado.

A notícia de sua morte provocou manifestações de pesar entre artistas, amigos, representantes da cultura e instituições públicas, que destacaram a importância de seu legado para a história artística de Mato Grosso do Sul. A despedida ocorreu na manhã desta quarta-feira, durante o velório e a cremação realizados em Campo Grande. Com informações: Dourados News

 

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