|
Hoje é Segunda-feira, 24 de Agosto de 2026.
Melissa Lage, uma das fundadoras da Mahá Biocosméticos, empresa paraense que utiliza ativos da biodiversidade amazônica em produtos de cuidados capilares (Foto: Rafa Neddemeyer/Agência Brasil)
Por: Editorial | 21/07/2026 16:10
Uma iniciativa que nasceu dentro da universidade vem ganhando espaço no mercado de biocosméticos e fortalecendo uma cadeia de negócios baseada na biodiversidade amazônica. A Mahá Biocosméticos, criada em Santarém, no Pará, registrou faturamento de R$ 36 mil em 2025, resultado que representa um avanço de 44% em relação ao ano anterior.
Fundada pelas farmacêuticas Melissa Karen Lage e Bruna Cantal de Souza ainda durante a graduação na Universidade Federal do Oeste do Pará, a empresa desenvolve produtos voltados principalmente aos cuidados de cabelos cacheados e ondulados. As formulações utilizam matérias-primas de origem amazônica, entre elas andiroba, buriti, pracaxi, murumuru, cupuaçu e ucuuba.
A trajetória da empresa ganhou impulso a partir da participação em iniciativas de apoio ao empreendedorismo e à inovação. Formalizada em 2021 após integrar o programa Inova Amazônia, do Sebrae, a startup também passou pelo processo de incubação na Oka Hub, iniciativa criada com apoio do Sebrae em Belterra, no Pará.
Durante a incubação, as empreendedoras tiveram acesso a mentorias, capacitações e conexões estratégicas direcionadas à gestão, ao posicionamento da marca e à expansão dos negócios. Uma das principais mudanças foi a reorganização do modelo de produção, que deixou de trabalhar apenas com itens personalizados e passou a investir em linhas fixas de produtos, ampliando a capacidade produtiva.
O crescimento também foi impulsionado pela comercialização de kits capilares e máscaras de nutrição. A empresa ainda estabeleceu uma parceria com uma fábrica de cosméticos localizada em Alter do Chão, conexão viabilizada a partir da atuação da incubadora.
Além da inovação nos produtos, a Mahá Biocosméticos mantém relações com grupos de mulheres extrativistas, cooperativas e comunidades tradicionais responsáveis pelo fornecimento de parte dos insumos utilizados nas formulações. Entre as parcerias está a associação Amélias da Amazônia, formada por mulheres da comunidade São Domingos, na Floresta Nacional do Tapajós.
A iniciativa busca unir pesquisa científica e conhecimentos tradicionais, ao mesmo tempo em que contribui para a geração de renda e a valorização das comunidades envolvidas na cadeia produtiva. O modelo também reforça a proposta de utilizar recursos da biodiversidade de maneira sustentável, agregando valor aos produtos desenvolvidos na região.
A Oka Hub, onde a startup passou pelo processo de incubação, reúne atualmente 11 empresas voltadas à bioeconomia amazônica. Segundo informações divulgadas pelo Sebrae, os negócios incubados registraram aumento médio de 150% no faturamento, enquanto o ecossistema também conecta pesquisadores e apoia projetos relacionados à inovação e ao desenvolvimento de patentes.
O caso da Mahá Biocosméticos demonstra como a união entre ciência, empreendedorismo e conhecimento tradicional pode contribuir para o desenvolvimento de novos negócios e para o fortalecimento da bioeconomia na Amazônia. Com informações: Agência Sebrae/ Agência Brasil
Divulgue sua marca conosco!
Sua empresa quer mais visibilidade e alcance de público? Entre em contato e anuncie conosco.
WhatsApp: (67) 2102-1069
Leve sua marca mais longe e conquiste novos clientes!
