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Eduardo Bolsonaro, ex-deputado federal e servidor da Polícia Federal, teve a demissão determinada após processo administrativo disciplinar. (Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado)
Por: Editorial | 22/07/2026 08:23
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, do PL, teve a demissão do cargo de escrivão da Polícia Federal determinada ao fim de um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) instaurado pela própria corporação. A decisão está relacionada à acusação de abandono de cargo e ainda depende da formalização pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública.
O procedimento foi aberto após Eduardo Bolsonaro não retornar às atividades na Polícia Federal depois do encerramento do período de afastamento que mantinha enquanto exercia o mandato parlamentar. Com a perda do cargo eletivo, a licença foi encerrada e a corporação estabeleceu o retorno do servidor às funções.
O ex-deputado está nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025 e não reassumiu o posto no Brasil. No início deste ano, a Corregedoria da Polícia Federal determinou seu afastamento preventivo em razão de ausências consideradas injustificadas. Na ocasião, também foi solicitada a devolução da identificação funcional e do armamento institucional.
Com o encerramento do processo disciplinar, a Polícia Federal decidiu pela demissão do ex-parlamentar. O caso passou à análise jurídica do Ministério da Justiça, que deve verificar a regularidade dos procedimentos antes da publicação oficial do ato.
Segundo as informações divulgadas sobre o processo, a decisão administrativa da corporação já foi concluída e não haveria espaço para uma revisão do mérito pela Polícia Federal. A efetivação da medida, porém, depende da assinatura da autoridade competente e dos trâmites formais previstos para a aplicação da penalidade.
Eduardo Bolsonaro tem declarado que sofre perseguição por parte das instituições brasileiras e continua vivendo nos Estados Unidos. O ex-parlamentar também é citado em um processo judicial relacionado às investigações sobre uma tentativa de ruptura institucional e, conforme as informações divulgadas, recebeu uma condenação de quatro anos e dois meses de prisão pelo crime de coação.
Paralelamente, o ex-deputado obteve autorização para residência permanente e trabalho nos Estados Unidos, por meio da concessão de um documento conhecido como green card. Com informações: Bacci Noticia.
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