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Samba perde Débora Cruz, cantora e sobrinha de Arlindo Cruz, aos 45 anos


Artista, integrante de uma tradicional família ligada ao samba, teve a morte comunicada por familiares nas redes sociais; causa do falecimento não foi divulgada.
Débora Cruz construiu trajetória no samba e manteve forte ligação artística com a família. (Foto: Reprodução/Redes Sociais) Por: Editorial | 22/07/2026 17:32

O samba brasileiro se despediu nesta terça-feira (21) de Débora Cruz, cantora de 45 anos que fazia parte de uma das famílias mais ligadas à história do gênero no país. A morte da artista foi anunciada por Arlindinho, seu primo, nas redes sociais. A causa do falecimento não foi informada pela família.

Em uma mensagem publicada na internet, Arlindinho lamentou a perda e destacou a relação de proximidade que mantinha com a prima, além de recordar os momentos em que os dois dividiram o palco. A publicação recebeu manifestações de carinho de familiares, amigos e admiradores da cantora.

Filha do compositor Acyr Marques, que morreu em 2019, Débora era sobrinha do cantor e compositor Arlindo Cruz, que morreu em 2025. A artista cresceu cercada pela influência do samba e construiu sua própria trajetória dentro da música, mantendo uma forte conexão com a tradição musical de sua família.

Nos últimos anos, Débora havia se afastado dos palcos após enfrentar consequências de um acidente vascular cerebral (AVC). Desde então, mantinha uma rotina mais reservada e estava distante das atividades artísticas.

A ligação da cantora com a música começou ainda na infância. Na época, ela cantava e tocava teclado em uma igreja evangélica. Posteriormente, aproximou-se do samba e passou a atuar como intérprete e backing vocal em apresentações e projetos musicais.

Ao longo da carreira, Débora teve a oportunidade de trabalhar e compartilhar apresentações com nomes conhecidos do samba, como Carlos Dafé, Reinaldo, Xande de Pilares, Beleleu, Wander Pires e o próprio Arlindo Cruz.

A artista também construiu uma trajetória ligada ao carnaval carioca. Sua participação começou no carro de som do Arranco de Cascadura e, posteriormente, ela passou por escolas tradicionais do Rio de Janeiro, entre elas Estácio de Sá, Mocidade Independente de Padre Miguel e Unidos do Viradouro.

Um dos momentos marcantes de sua carreira ocorreu em 2002, durante o Festival Fábrica do Samba, realizado no Maracanãzinho. Na ocasião, Débora interpretou a música "Sambista de Fato", composta especialmente para ela por seu pai, Acyr Marques.

Após a confirmação da morte, familiares prestaram homenagens nas redes sociais. Flora Cruz, prima da cantora, manifestou pesar pela perda, enquanto Babi Cruz, viúva de Arlindo Cruz e mãe de Arlindinho, também publicou uma mensagem de despedida.

O Renascença Clube, tradicional espaço dedicado ao samba no Rio de Janeiro, também lamentou a morte da artista. A instituição destacou a participação recente de Débora em encontros musicais, incluindo a Resenha dos Amigos do Rena, ocasião em que dividiu o palco com Marcelinho Moreira e o grupo Canto do Batuqueiro.

Em nota, o clube ressaltou a contribuição da cantora para as rodas de samba e destacou o carinho conquistado junto ao público ao longo de sua trajetória. Familiares, amigos e admiradores receberam manifestações de solidariedade diante da perda da artista, que deixou sua marca no samba carioca e na música brasileira. Com informações: Bacci Noticia.

 

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