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Laudo da PF negativa presença de cocaína em madeira apreendida e põe em dúvida suposta maior apreensão da história


Exames periciais descartaram vestígios da droga nas toras de aroeira interceptadas em Corumbá e Cáceres durante a Operação Timber Shield.
Toras de aroeira apreendidas durante a Operação Timber Shield, em Corumbá e Cáceres (Foto: Divulgação / Polícia Federal) Por: Editorial | 23/07/2026 14:57

Um laudo da Perícia Criminal da Polícia Federal concluiu que não foram encontrados vestígios de cocaína nas amostras de madeira apreendidas durante a Operação Timber Shield, realizada em 21 de junho nas cidades de Corumbá (MS) e Cáceres (MT). O resultado coloca em dúvida a suspeita inicial de que a carga poderia esconder entre 20 e 50 toneladas da droga, o que configuraria a maior apreensão do tipo já registrada no Brasil.

Na ocasião, um comboio com oito carretas carregadas de toras de aroeira procedentes da Bolívia foi interceptado em uma força-tarefa que reuniu Receita Federal, Polícia Federal, Exército Brasileiro, além da cooperação de autoridades dos Estados Unidos e da Aduana da Bolívia. As autoridades suspeitavam que a madeira estivesse impregnada com cocaína, possivelmente em estado líquido ou diluída em composto orgânico.

No entanto, o laudo pericial nº 27.589/2026, concluído no último dia 17 pela Polícia Federal de Mato Grosso do Sul, descartou a presença do entorpecente nas amostras analisadas. Segundo o documento, "todos os testes e exames instrumentais descritos resultaram negativos para a presença de cocaína impregnada nas amostras de madeira encaminhadas a exame pericial".

Os trabalhos periciais tiveram início dois dias após a apreensão. Inicialmente, os peritos submeteram fragmentos das toras de aroeira a reagentes químicos e exames laboratoriais para verificar se havia contaminação por cocaína ou outras substâncias ilícitas, tanto no interior quanto na superfície da madeira. As amostras foram retiradas de uma das cargas apreendidas e passaram por uma série de análises laboratoriais, que não identificaram qualquer vestígio da droga.

A Receita Federal ainda não se manifestou oficialmente sobre o resultado do laudo nem informou quais serão os próximos passos da investigação. A madeira apreendida permanece retida, enquanto as autoridades aguardam definições sobre o prosseguimento do caso. Com informações: Dourados Agora/ Força de Segurança

 

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