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Advogado José Antonio Silva, conhecido como “Doutor Pinga”. (Foto: Reprodução)
Por: Editorial | 24/07/2026 08:14
A Justiça manteve a prisão preventiva da fazendeira, suspeita de envolvimento na articulação que teria levado à morte do advogado José Antonio Silva, conhecido como “Doutor Pinga”. A decisão foi tomada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), que rejeitou, em caráter preliminar, o pedido apresentado pela defesa para que ela pudesse acompanhar o processo em liberdade.
Segundo as investigações conduzidas pela Polícia Civil, o homicídio teria sido motivado por uma disputa financeira relacionada a honorários advocatícios estimados em cerca de R$ 4,5 milhões. Conforme a apuração policial, após o advogado buscar na Justiça o pagamento por serviços prestados em uma ação de reintegração de posse, Cleusa e outros familiares teriam articulado uma estratégia para impedir a quitação da dívida, culminando, segundo a acusação, na suposta contratação da morte do profissional.
José Antonio Silva foi morto a tiros em 2025, no município de Nova Ubiratã, em Mato Grosso. O caso ganhou repercussão no Estado em razão da motivação apontada pelas autoridades e da quantidade de pessoas denunciadas por possível participação no crime.
A defesa de Cleusa argumentou perante o STJ que a investigada, por ser idosa, permanece presa preventivamente há mais de um ano sem que tenha ocorrido o julgamento do processo. Os advogados também sustentaram que o período de prisão cautelar seria excessivo e pediram que ela pudesse responder à ação em liberdade.
Ao examinar o pedido, o presidente do STJ, ministro Herman Benjamin, entendeu que, neste momento processual, não foram constatadas ilegalidades que justificassem a revogação da prisão preventiva. Com isso, a decisão que mantém a suspeita no sistema prisional permanece válida enquanto a ação tramita na Justiça.
O ministro ressaltou, ainda, que a análise realizada nessa fase tem caráter preliminar. O mérito do recurso deverá ser examinado posteriormente pelo colegiado do Superior Tribunal de Justiça. Até uma nova decisão da Corte, Cleusa Bianchini continuará presa. Com informações: Bacci Noticia.
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