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Pastor norte-americano entrou na Justiça após alegar que respostas de um chatbot contribuíram para atrasar a busca por atendimento médico. (Referência: Reprodução/ChatGPT)
Por: Editorial | 24/07/2026 09:59
Um pastor da Flórida, nos Estados Unidos, entrou com uma ação judicial contra a OpenAI, empresa responsável pelo ChatGPT, após alegar que respostas fornecidas pelo sistema de inteligência artificial contribuíram para retardar a busca por atendimento médico. Segundo o processo, o religioso teria recebido orientações que minimizaram sintomas posteriormente associados a uma embolia pulmonar.
De acordo com documentos apresentados à Justiça, Scott Winters começou a utilizar o chatbot em 2024 para buscar informações relacionadas à própria saúde. A defesa afirma que, inicialmente, as respostas recebidas recomendavam a procura por atendimento profissional diante de sinais considerados preocupantes.
Com o passar do tempo, no entanto, o pastor teria recebido respostas que, segundo seus advogados, reduziram a gravidade atribuída aos sintomas relatados. A ação sustenta que o chatbot teria sugerido que ele permanecesse em casa e seguido medidas de recuperação sem buscar atendimento hospitalar imediato.
Ainda conforme o processo, Winters passou a apresentar episódios frequentes de tontura e chegou a interromper uma atividade religiosa por causa do mal-estar. A defesa afirma que, mesmo diante da continuidade dos sintomas, as orientações atribuídas à ferramenta não teriam indicado a necessidade de uma avaliação médica urgente.
Em julho de 2025, o pastor relatou ao sistema sentir uma forte dor na região da virilha. Segundo a ação, poucas horas depois ele foi levado ao hospital e internado em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI), onde recebeu o diagnóstico de uma embolia pulmonar grave.
Os advogados afirmam que os episódios de tontura registrados anteriormente poderiam estar relacionados a pequenos eventos de embolia e que o período prolongado de imobilidade teria contribuído para o agravamento do quadro. O pastor teria enfrentado dificuldades para realizar atividades cotidianas durante a recuperação e, segundo a defesa, ainda apresenta consequências físicas e emocionais.
O processo foi protocolado na Califórnia e também cita o CEO da OpenAI, Sam Altman. A ação pede indenização pelos danos alegados e solicita que sejam adotadas medidas para reforçar a segurança de ferramentas de inteligência artificial voltadas à área da saúde.
A defesa também busca a suspensão do ChatGPT Health até que uma avaliação independente seja realizada sobre a segurança do sistema. O caso pode ampliar o debate sobre os limites e a responsabilidade de plataformas de inteligência artificial quando usuários recorrem a essas ferramentas para obter informações relacionadas à saúde.
Em posicionamento divulgado sobre o processo, a OpenAI afirmou que o ChatGPT não foi desenvolvido para substituir médicos, realizar diagnósticos ou indicar tratamentos. A empresa também declarou que trabalha continuamente para aprimorar a segurança das respostas relacionadas à saúde e orientar usuários a buscar atendimento profissional diante de situações potencialmente graves. Com informações: Bacci Notícias
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