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Chikungunya dispara em Mato Grosso do Sul e mortes de 2026 já superam total de 11 anos


Estado contabiliza 28 óbitos e 9.686 casos confirmados da doença até 23 de julho, segundo dados da Secretaria Estadual de Saúde.
Agente realiza aplicação de inseticida durante ação de combate ao mosquito transmissor da chikungunya em residência de Dourados. (Foto: Divulgação/A. Frota) Por: Editorial | 25/07/2026 11:02

Mato Grosso do Sul enfrenta, em 2026, um dos períodos mais preocupantes relacionados à chikungunya. Até 23 de julho, o Estado contabilizou 28 mortes provocadas pela doença, número que já ultrapassa o total de 25 óbitos registrados ao longo de 11 anos, entre 2015 e 2025.

Os dados constam no boletim mais recente divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde. O levantamento aponta que os casos fatais foram identificados em nove municípios: Dourados, Bonito, Jardim, Fátima do Sul, Douradina, Guia Lopes da Laguna, Itaporã, Ponta Porã e Nioaque.

Dourados concentra parte significativa do impacto da doença e chegou a enfrentar uma situação epidemiológica considerada de epidemia pelas autoridades de saúde. Durante o primeiro semestre, uma mobilização conjunta contou com apoio do Ministério da Saúde, incluindo atendimento médico, ações de campo e outras medidas voltadas ao controle da transmissão.

Entre as vítimas estão pessoas de diferentes faixas etárias. A mais jovem tinha apenas um mês de vida, enquanto a mais velha tinha 94 anos. Segundo as informações divulgadas no boletim estadual, a maior parte dos óbitos ocorreu entre pessoas indígenas residentes em Dourados.

Além das mortes, o Estado já soma 9.686 casos confirmados de chikungunya em 2026. Entre as gestantes, consideradas grupo de atenção devido aos riscos associados à infecção, foram contabilizadas 114 notificações.

A vacinação contra a doença, conforme os dados apresentados, estava disponível em unidades de saúde de Dourados, Itaporã, Amambai, Batayporã, Douradina e Sete Quedas.

O cenário da dengue apresenta uma situação diferente. Até o período analisado, não havia registro de mortes pela doença em Mato Grosso do Sul em 2026. O Estado contabilizava 1.815 casos confirmados.

Em relação à imunização contra a dengue, Mato Grosso do Sul havia recebido 241.030 doses e aplicado 223.322. Desse total, 201.349 foram destinadas à população considerada prioritária, formada por crianças e adolescentes entre 10 e 14 anos. O esquema vacinal prevê duas doses, com intervalo de três meses.

Os números reforçam a necessidade de ampliar as ações de prevenção e controle do mosquito transmissor, além de manter a população informada sobre os sintomas e a importância de buscar atendimento médico diante de sinais suspeitos da doença. Com informações: CG News.

 

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