|
Hoje é Segunda-feira, 27 de Julho de 2026.
Fachada do Ministério das Relações Exteriores, em Brasília, em imagem de arquivo. (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)
Por: Editorial | 27/07/2026 08:48
O governo brasileiro decidiu não autorizar a entrada de dois representantes do Departamento de Estado dos Estados Unidos que pretendiam visitar o país para tratar de temas relacionados à liberdade de expressão e ao processo eleitoral. A negativa dos vistos foi confirmada pelo Ministério das Relações Exteriores e ocorreu após autoridades brasileiras identificarem um possível caráter político na iniciativa.
Os norte-americanos Riley Barnes, subsecretário do Departamento de Estado para Democracia, Direitos Humanos e Trabalho, e Samuel Samson, subsecretário adjunto, pretendiam se reunir com autoridades eleitorais brasileiras para discutir questões relacionadas à liberdade de expressão durante o período que antecede as eleições de outubro.
Segundo o governo brasileiro, o pedido de visita chamou atenção por ter ocorrido após um encontro entre políticos brasileiros e representantes diplomáticos, no qual foram levantados questionamentos sobre a segurança das urnas eletrônicas utilizadas no país. Diante desse cenário, a avaliação foi de que a viagem poderia representar uma forma de instrumentalização política em um momento de intensa movimentação eleitoral.
A discussão sobre a segurança do sistema eletrônico de votação ganhou novo espaço no debate público depois que o pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) fez declarações sobre a origem dos equipamentos utilizados nas eleições brasileiras, sem apresentar evidências que sustentassem a afirmação.
Em resposta, o Tribunal Superior Eleitoral esclareceu que a empresa venezuelana Smartmatic não forneceu urnas eletrônicas nem os softwares empregados nos equipamentos da Justiça Eleitoral brasileira. De acordo com o tribunal, o desenvolvimento das urnas é realizado por servidores e profissionais técnicos ligados à Justiça Eleitoral, enquanto a fabricação ocorre sob coordenação do TSE e por meio de empresas contratadas em processos de licitação pública.
O episódio ocorre em meio a um cenário de atenção internacional sobre o processo eleitoral brasileiro e reforça o debate sobre a autonomia das instituições nacionais, a liberdade de expressão e a circulação de informações relacionadas à segurança das eleições. Com informações: Agencia Brasil.
Divulgue sua marca conosco!
Sua empresa quer mais visibilidade e alcance de público? Entre em contato e anuncie conosco.
WhatsApp: (67) 2102-1069
Leve sua marca mais longe e conquiste novos clientes!
