| Hoje é Terça-feira, 28 de Julho de 2026.

Dois novos casos de remissão prolongada do HIV são anunciados durante conferência internacional


Pacientes passaram por transplantes de células-tronco para tratar cânceres hematológicos e estão sem necessidade de terapia antirretroviral; especialistas destacam que o procedimento ainda não é indicado para tratar o HIV isoladamente.
Pesquisadores anunciam novos casos de remissão prolongada do HIV durante conferência internacional realizada no Rio de Janeiro (Foto: Reprodução/Freepik) Por: Editorial | 28/07/2026 16:44

A pesquisa científica sobre o HIV registrou novos avanços com o anúncio de dois casos de remissão prolongada da infecção durante a Conferência Internacional de Aids, realizada no Rio de Janeiro. Identificados como pacientes Ascent e Kansas City, os dois casos ampliam o número de pessoas que alcançaram controle do vírus sem o uso contínuo de medicamentos após serem submetidas a transplantes de células-tronco.

Os históricos dos pacientes serão apresentados em uma sessão científica dedicada às pesquisas sobre a remissão e a possível cura do HIV. O anúncio antecipado foi feito pelo imunologista Christian Gaebler, da Charité Universitätsmedizin Berlin, que destacou a importância dos resultados para a compreensão dos mecanismos envolvidos no controle da infecção.

Apesar da repercussão, especialistas ressaltam que o transplante de células-tronco não representa, atualmente, um tratamento disponível para a maioria das pessoas que vivem com HIV. Os casos de remissão prolongada registrados até hoje envolvem pacientes que também apresentavam doenças hematológicas graves, como leucemias, que já exigiam o transplante como parte do tratamento.

Por ser um procedimento complexo e de alto risco, o transplante não é recomendado para tratar exclusivamente a infecção pelo HIV. Os resultados, no entanto, são considerados relevantes para a ciência porque ajudam pesquisadores a investigar como o organismo pode controlar o vírus por longos períodos sem a necessidade de terapia antirretroviral.

Desde o primeiro caso amplamente reconhecido de remissão prolongada, conhecido como paciente de Berlim, cientistas buscam compreender os fatores que permitiram o controle do HIV. Durante anos, uma mutação genética rara, conhecida como CCR5-delta32, foi considerada um dos principais elementos associados à resistência ao vírus.

Estudos posteriores, porém, identificaram casos de remissão em pacientes que receberam transplantes de doadores sem essa alteração genética. A descoberta indica que outros mecanismos relacionados ao sistema imunológico também podem contribuir para o controle do HIV.

Paralelamente às pesquisas envolvendo transplantes, diferentes estratégias estão sendo estudadas para desenvolver tratamentos capazes de beneficiar uma parcela maior das pessoas que vivem com o vírus. Entre as abordagens investigadas estão anticorpos amplamente neutralizantes, terapias com células CAR-T, edição genética do receptor CCR5 e novas formas de imunoterapia.

Embora os resultados dessas pesquisas ainda estejam em diferentes fases de desenvolvimento, os estudos contribuem para ampliar o conhecimento científico sobre o HIV e podem ajudar na criação de novas estratégias terapêuticas no futuro. Atualmente, a terapia antirretroviral continua sendo fundamental para controlar a infecção e manter a saúde das pessoas que vivem com HIV. Com informações: Bacci Notícias

 

Divulgue sua marca conosco!
Sua empresa quer mais visibilidade e alcance de público? Entre em contato e anuncie conosco.

WhatsApp: (67) 2102-1069

Leve sua marca mais longe e conquiste novos clientes!




Diário do Interior MS
NAVIRAÍ MS
CNPJ: 30.035.215/0001-09
E-MAIL: diariodointeriorms1@gmail.com
Siga-nos nas redes Sociais: