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Projeto Locomotiva de Histórias transforma murais da antiga estação ferroviária de Campo Grande em pontos de memória e contação de histórias (Foto: Guido Drummond/Divulgação)
Por: Editorial | 29/07/2026 07:50
As lembranças de uma época marcada pelo apito dos trens, pelo movimento dos trilhos e pelas histórias de quem viveu a ferrovia estão ganhando novas formas em Campo Grande. O projeto Locomotiva de Histórias transforma os muros da antiga estação ferroviária em um espaço de memória, arte e contação de histórias, aproximando o público de relatos que ajudaram a construir a identidade da Capital.
Idealizada por Tatiana De Conto e Guido Drummond, a iniciativa é realizada pelo Museu de Arte Urbana Casa Amarela e promove um circuito cultural com 15 histórias distribuídas entre 41 murais instalados na antiga estação ferroviária.
A programação será conduzida pela escritora e pesquisadora Tatiana De Conto nos dias 2, 7, 8, 12 e 13 de agosto. Cada grupo terá até 15 participantes e poderá percorrer o trajeto enquanto acompanha narrativas inspiradas em acontecimentos e experiências de ferroviários, familiares e usuários da Estrada de Ferro Noroeste do Brasil.
Segundo Tatiana, as histórias foram construídas a partir de relatos reais e combinam oralidade, literatura e artes visuais. A proposta é fazer com que os visitantes caminhem pelo espaço como se estivessem percorrendo as páginas de um livro, tendo como cenário o próprio território onde essas memórias foram construídas.
Mais do que relembrar o passado, o projeto busca preservar histórias que fazem parte da formação de Campo Grande e que, com o passar dos anos, foram deixando de ocupar espaço na memória coletiva. A iniciativa também pretende aproximar as novas gerações da trajetória da ferrovia e valorizar as experiências de pessoas que participaram do desenvolvimento da cidade.
A proposta utiliza o conceito de Literatura de Patrimônio, desenvolvido pela própria autora, que combina entrevistas, documentos e técnicas literárias para transformar memórias em narrativas acessíveis ao público. Relatos obtidos em entrevistas podem ser adaptados para histórias mais curtas, mantendo a essência dos acontecimentos e dos depoimentos originais.
Os 41 murais que integram o circuito foram produzidos antes da criação das narrativas. O projeto visual, idealizado por Guido Drummond, reuniu 38 artistas, sendo 35 de Mato Grosso do Sul e três muralistas mexicanos. As obras foram inspiradas nas lembranças de ferroviários, seus familiares e pessoas que tiveram relação com a ferrovia.
Com a união entre as pinturas e as histórias, cada mural passa a representar uma nova possibilidade de contato com o passado. A proposta também prevê a instalação de QR Codes, permitindo que o público tenha acesso permanente às narrativas por meio de plataformas digitais.
A partir de 29 de agosto, o Museu de Arte Urbana Casa Amarela deverá disponibilizar as histórias em vídeo, incluindo recursos de acessibilidade em Libras. Dessa forma, a experiência poderá ser acessada mesmo por quem não participar presencialmente do circuito.
As visitas são gratuitas e terão vagas limitadas a 15 pessoas por sessão. As inscrições devem ser realizadas exclusivamente pelo WhatsApp informado pela organização.
O projeto é realizado com recursos do Fundo Municipal de Investimentos Culturais (FMIC), da Fundação Municipal de Cultura (Fundac), vinculada à Prefeitura de Campo Grande, com apoio da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB), Afapedi, Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Plataforma Cultural e Instituto Histórico e Geográfico de Mato Grosso do Sul (IHGMS). Com informações: Diário Digital
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