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Avanço da colheita de feijão nas áreas irrigadas do Cerrado amplia a oferta e pressiona os preços do produto no mercado brasileiro (Foto: Divulgação)
Por: Editorial | 29/07/2026 10:42
O avanço da colheita nas áreas irrigadas do Cerrado já começa a provocar mudanças no mercado brasileiro de feijão. Segundo o Índice Cepea/CNA, o aumento da oferta de feijão carioca pressionou os preços, principalmente nas regiões produtoras de Goiás e Minas Gerais.
Entre os dias 16 e 23 de julho, as cotações do feijão carioca de melhor qualidade, classificado entre as notas 9,0 e 12,0, caíram, em média, 17%. A retração foi influenciada pela maior disponibilidade do produto, pela postura mais cautelosa dos compradores e pela necessidade de comercialização dos produtores.
As maiores quedas foram registradas no Sul e Sudoeste de Minas Gerais, com recuo de 19,53%, e no Leste de Goiás, onde os preços diminuíram 18,24%. Para o curto prazo, a expectativa é de que a pressão sobre as cotações continue enquanto a colheita avançar e o ritmo da demanda permanecer mais moderado.
O movimento de baixa também atingiu o feijão carioca de qualidade intermediária, com notas entre 8,0 e 8,5. Nessa categoria, os preços apresentaram redução média de 15% na semana analisada.
A queda nas cotações do feijão de padrão superior reduziu a diferença de preços entre as categorias e acabou pressionando também os lotes intermediários. No Paraná, onde a oferta permanece mais limitada, as retrações foram menores, de 4,69% na Metade Sul e de 7,55% em Curitiba.
Já o Sul e Sudoeste de Minas Gerais registraram a maior queda nessa categoria, com recuo de 24,09%, em meio ao aumento da disponibilidade regional.
Enquanto o feijão carioca enfrenta maior pressão, o mercado do feijão preto tipo 1 apresenta um cenário mais equilibrado. Com o encerramento da colheita no Paraná, a oferta de grãos de melhor qualidade segue restrita, mas a demanda mais fraca tem limitado o ritmo das negociações.
Na semana analisada, os preços do feijão preto recuaram, em média, cerca de 2%. No Oeste de Santa Catarina, houve relativa estabilidade, com alta de 0,52%, enquanto Itapeva, em São Paulo, registrou queda de 5,72%.
A perspectiva para o feijão preto é de manutenção da estabilidade, com possíveis oscilações pontuais determinadas pela reposição dos estoques e pelo comportamento do consumo no mercado interno.
No caso do feijão carioca, a tendência é de continuidade da pressão sobre os preços no curto prazo, especialmente enquanto a colheita no Cerrado ampliar a oferta disponível e os compradores mantiverem uma postura mais cautelosa nas negociações. Com informações: CNA
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