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Trabalhador cadeirante atua como frentista em posto de combustível, exemplo da presença de pessoas com deficiência em diferentes áreas profissionais (Foto: Agência Brasil)
Por: Editorial | 29/07/2026 16:29
Apesar dos avanços nas políticas de inclusão, a presença de pessoas com deficiência no mercado formal de trabalho ainda representa uma parcela reduzida em Mato Grosso do Sul. Dados do levantamento realizado pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), com base em informações da Rais (Relação Anual de Informações Sociais) do Ministério do Trabalho e Emprego, apontam que apenas 0,91% dos empregos com carteira assinada no Estado eram ocupados por trabalhadores com deficiência em 2025.
O índice ficou abaixo da média brasileira, que alcançou 1,27% no mesmo período. Em todo o país, aproximadamente 759 mil postos formais eram ocupados por pessoas com deficiência, enquanto Mato Grosso do Sul apresentou uma das menores participações proporcionais entre os trabalhadores contratados formalmente.
Mesmo com a baixa representatividade, os dados mostram um cenário positivo em relação à remuneração. A média salarial real das pessoas com deficiência no Estado chegou a R$ 4.409, valor ligeiramente superior aos R$ 4.339 recebidos, em média, pelos demais trabalhadores com vínculos formais.
Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Mato Grosso do Sul possui cerca de 174,8 mil pessoas com deficiência, o equivalente a 6,5% da população com dois anos ou mais de idade. Desse grupo, aproximadamente 97 mil são mulheres. O Estado também reúne cerca de 29 mil pessoas diagnosticadas com Transtorno do Espectro Autista (TEA).
Entre as limitações identificadas pelo Censo, a deficiência visual aparece como a mais frequente, atingindo 3,6% da população sul-mato-grossense. Na sequência estão as dificuldades cognitivas ou de comunicação, com 2,4%, deficiência motora, com 2,3%, e deficiência auditiva, com 1,1%.
No ranking nacional, o Distrito Federal apresentou a maior participação de pessoas com deficiência nos empregos formais, com 1,83%, seguido por São Paulo, com 1,55%, e Paraíba e Santa Catarina, ambos com 1,38%. O menor percentual foi registrado no Tocantins, com 0,64%.
O levantamento também revela que a ocupação de cargos de liderança ainda é limitada para esse público. Apenas uma pessoa com deficiência a cada 29 trabalhadores empregados formalmente chegava a posições de direção ou gerência.
A deficiência física concentra a maior parte dos vínculos empregatícios entre esse grupo, representando 41% das contratações. Em seguida aparecem trabalhadores com deficiência visual, com 18%, auditiva, com 17%, intelectual, com 13%, reabilitados, com 8%, e deficiência múltipla, com 4%. Com informações: Agência Brasil
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