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Forças de segurança do Brasil e do Paraguai participam da Operação Nova Aliança 56, que combate o cultivo ilegal de maconha e a estrutura do narcotráfico na região de fronteira. (Foto: Divulgação)
Por: Editorial | 30/07/2026 15:26
Uma operação conjunta entre Brasil e Paraguai intensificou o combate ao narcotráfico na região de fronteira com Mato Grosso do Sul. A Operação Nova Aliança 56, iniciada nesta semana, mobiliza forças de segurança dos dois países para localizar e destruir plantações de maconha, além de desmontar estruturas utilizadas na produção e distribuição da droga.
Deflagrada na segunda-feira (27), a ofensiva segue até 7 de agosto e concentra as atividades no Departamento de Amambay, região paraguaia que faz fronteira com Mato Grosso do Sul. A cidade de Pedro Juan Caballero serve como ponto de apoio para o deslocamento das equipes terrestres e aéreas.
A operação conta com a participação de agentes da Secretaria Nacional Antidrogas do Paraguai, forças especiais, Polícia Federal brasileira, helicópteros da PF e da Força Aérea Paraguaia, integrantes do Comando de Operações de Defesa Interna e representantes do Ministério Público do Paraguai.
De acordo com as autoridades envolvidas, a estratégia vai além da eliminação dos cultivos ilegais. As equipes também buscam destruir acampamentos, locais de processamento e outras estruturas utilizadas por organizações criminosas, além de interromper os caminhos empregados para o transporte dos entorpecentes.
A iniciativa tem como objetivo atingir a cadeia de produção desde a origem e reduzir a capacidade financeira das organizações envolvidas no tráfico. Conforme informações divulgadas pela Secretaria Nacional Antidrogas do Paraguai, mais de 80% da maconha produzida no país teria como destino o mercado ilegal brasileiro.
Criada em 2012, a Operação Nova Aliança se consolidou como uma das principais ações de cooperação entre Brasil e Paraguai no combate ao cultivo ilícito. Segundo dados das autoridades paraguaias, as diferentes edições da operação já resultaram na destruição de milhares de toneladas de maconha e na erradicação de extensas áreas de cultivo.
Em 2025, uma das etapas da operação eliminou 816 toneladas de maconha em nove dias. Outra edição destruiu 589 toneladas. Já em abril de 2026, foram eliminadas 200 toneladas da droga, além da erradicação de 65 hectares de plantações e do fechamento de quatro pontos utilizados para processamento e comercialização.
As ações também incluem medidas voltadas à preservação ambiental. Áreas degradadas pelo cultivo clandestino nos departamentos de Amambay e Canindeyú estão entre os locais que podem receber iniciativas de recuperação, diante dos impactos provocados pelo desmatamento associado à expansão das plantações ilegais.
A ofensiva tem reflexos diretos para Mato Grosso do Sul, especialmente nos municípios localizados na faixa de fronteira, como Ponta Porã e Dourados. A proximidade com o território paraguaio faz da região uma área estratégica para as forças de segurança, que buscam reduzir a circulação de drogas antes que os carregamentos atravessem a fronteira.
Com a atuação integrada, as autoridades pretendem enfraquecer a estrutura do narcotráfico ainda nas áreas produtoras, reduzindo a capacidade de abastecimento das organizações criminosas e dificultando o envio de entorpecentes para o Brasil e outros países da América do Sul. Com informações: Primeira Hora News
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