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Soja perde força no mercado brasileiro após atingir o maior preço do ano


Saca recua em Paranaguá e especialistas avaliam que cenário internacional e previsão de chuvas nos Estados Unidos podem pressionar novas baixas.
Mercado brasileiro de soja registra recuo após alcançar o maior preço do ano em Paranaguá. Por: Editorial | 31/07/2026 08:20

O mercado brasileiro de soja começou a mostrar sinais de enfraquecimento depois de alcançar, na semana passada, o maior valor registrado neste ano no porto de Paranaguá, no Paraná. Na quinta-feira, 30 de julho, o indicador Cepea/Esalq registrou queda de 1,04%, passando a valer R$ 145,29 por saca.

O movimento representa uma redução de pouco mais de R$ 3 em relação ao pico de R$ 148,37 alcançado em 24 de julho. Desde então, as cotações vêm apresentando uma sequência de ajustes negativos, indicando uma possível mudança no ritmo de valorização observado anteriormente.

De acordo com o consultor independente de mercado Vlamir Brandalizze, o comportamento dos preços no Brasil está relacionado, entre outros fatores, às oscilações registradas na Bolsa de Chicago. Na quarta-feira, os contratos de soja com vencimento em novembro encerraram o pregão com baixa de 0,34%, cotados a US$ 11,8875 por bushel.

Segundo a avaliação do especialista, as projeções de chuvas para as áreas produtoras dos Estados Unidos também contribuem para reduzir a pressão sobre os preços. Com condições climáticas consideradas favoráveis para o desenvolvimento das lavouras norte americanas, o mercado pode passar por um período de acomodação nas cotações da oleaginosa brasileira.

O comportamento dos preços, no entanto, varia entre as diferentes regiões produtoras e comercializadoras do país. Em Ponta Grossa, no Paraná, a saca foi negociada a R$ 138, uma queda de R$ 1 em relação ao dia anterior. Em Primavera do Leste, no Mato Grosso, o valor também recuou R$ 1, chegando a R$ 124. Já em Luís Eduardo Magalhães, na Bahia, o preço permaneceu estável em R$ 128 por saca.

O cenário reforça a influência do mercado internacional e das condições climáticas sobre a formação dos preços da soja no Brasil. Caso as previsões de chuvas nos Estados Unidos se confirmem, o mercado poderá continuar sob pressão, embora fatores como demanda, câmbio e desempenho das bolsas internacionais ainda possam alterar a trajetória das cotações. Com informações: Globo Rural.

 

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