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Polícia Civil deflagrou operação para investigar o desaparecimento de homem que teria sido sequestrado em Corumbá e levado para a Bolívia. (Foto: Divulgação/PCMS)
Por: Editorial | 31/07/2026 08:34
Uma operação deflagrada pela Polícia Civil na manhã desta sexta-feira, 31 de julho, investiga o desaparecimento de um homem que teria sido sequestrado em Corumbá, mantido em cárcere privado, submetido a tortura e levado para a Bolívia. A vítima, Kelvin Anunciação Saavedra Alves de Lima, está desaparecida desde 26 de março e, até o momento, o corpo não foi localizado.
A Operação Jacadigo cumpriu dez mandados de busca e apreensão e cinco ordens de prisão temporária. Um sexto investigado é considerado foragido. A ação busca reunir provas para esclarecer a dinâmica do crime e identificar todos os envolvidos no desaparecimento.
De acordo com a investigação, o crime teria sido motivado pela suspeita de que a vítima estaria envolvida no furto de uma carga de drogas. A polícia trabalha com a hipótese de que o homem tenha sido sequestrado em território brasileiro e posteriormente levado para a Bolívia, onde provavelmente teria sido morto.
A família informou que Kelvin saiu de casa para trabalhar na manhã de 26 de março, mas não chegou ao destino e deixou de manter contato. A última vez em que teria sido visto foi por volta das 11h50 daquele dia.
Durante a operação, quatro veículos foram apreendidos e deverão passar por exames periciais. Os investigadores também realizaram buscas em imóveis localizados em diferentes bairros de Corumbá e em Ladário, onde uma residência ligada a um dos investigados foi alvo de diligências.
A investigação é conduzida pela 1ª Delegacia de Polícia de Corumbá e contou com o apoio de equipes especializadas de outras unidades da Polícia Civil. Os trabalhos buscam esclarecer os crimes que teriam ocorrido no Brasil, incluindo sequestro, cárcere privado e tortura, além de apurar uma possível participação dos investigados na morte da vítima.
Segundo a polícia, existem indícios de que os envolvidos teriam conhecimento de que Kelvin seria entregue a outras pessoas na Bolívia. Caso a participação no homicídio seja comprovada, os investigados também poderão responder pelo crime relacionado à morte ocorrida em território boliviano.
A identificação dos responsáveis pela possível morte e pela ocultação do corpo na Bolívia deverá ficar a cargo das autoridades daquele país. O Consulado-Geral do Brasil em Puerto Quijarro já teria sido comunicado para que as autoridades bolivianas sejam informadas sobre o caso e possam colaborar com as investigações.
A localização do corpo ou de eventuais restos mortais também dependerá das diligências realizadas em território boliviano. No Brasil, os materiais apreendidos durante a operação serão submetidos a análises que podem ajudar a esclarecer a sequência dos acontecimentos, identificar outros possíveis envolvidos e contribuir para localizar a vítima.
A investigação permanece em andamento. Parte das informações está sendo mantida sob sigilo para preservar novas diligências, proteger testemunhas e evitar prejuízos à apuração dos fatos. Com informações: Força de Segurança
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