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Riedel registra plano de governo com quatro eixos e promete transformar crescimento de MS em qualidade de vida


Documento de 44 páginas apresentado ao TSE reúne propostas para um eventual segundo mandato, com metas nas áreas de desenvolvimento humano, economia, infraestrutura e modernização da administração pública.
Governador Eduardo Riedel (PP), candidato à reeleição, apresentou ao TSE plano de governo com quatro eixos estratégicos para um eventual segundo mandato em Mato Grosso do Sul (Foto: Paulo Francis) Por: Editorial | 04/08/2026 15:18

O governador Eduardo Riedel (PP), candidato à reeleição em Mato Grosso do Sul, registrou nesta terça-feira (4) seu plano de governo no sistema DivulgaCand, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Com 44 páginas, o documento apresenta as principais diretrizes para um eventual segundo mandato, entre 2027 e 2030, e estabelece como objetivo central transformar o crescimento econômico do Estado em avanços concretos na qualidade de vida da população.

Apresentado como uma espécie de “Carta Compromisso”, o plano está dividido em quatro grandes dimensões estratégicas: pessoas e desenvolvimento humano; desenvolvimento econômico e competitividade; infraestrutura, cidades e sustentabilidade; e fortalecimento da capacidade de gestão do Estado.

Na apresentação, Riedel afirma que Mato Grosso do Sul chega ao fim do atual mandato com resultados positivos em áreas como economia, desenvolvimento social, meio ambiente e digitalização dos serviços públicos. O documento cita, entre os avanços, um crescimento econômico acima da média nacional, a redução da extrema pobreza para 1,6% da população, a expansão dos serviços públicos digitais e a meta de tornar o Estado carbono neutro até 2030.

A proposta, segundo o plano, é avançar sobre os resultados já alcançados e ampliar o alcance das políticas públicas, transformando ações de governo em iniciativas permanentes diante das mudanças econômicas, tecnológicas, ambientais e sociais que impactam Mato Grosso do Sul.

Desenvolvimento humano

O primeiro eixo concentra propostas para áreas consideradas essenciais, como saúde, educação, segurança pública, assistência social, cultura, esporte e inclusão produtiva.

Na saúde, o plano prevê fortalecer a regionalização do atendimento, ampliar a utilização da saúde digital e da telemedicina, reforçar os hospitais de média complexidade e colocar em funcionamento o Hospital Regional do Pantanal. Também estão previstas a ampliação da oferta de consultas e exames especializados, a integração dos sistemas de regulação e o reforço das ações de vigilância epidemiológica e sanitária.

Para a educação, a proposta inclui ampliar o ensino em tempo integral, fortalecer políticas de alfabetização e ensino de matemática e ampliar a cooperação entre o Estado e os municípios. O documento também prevê investimentos em educação profissional alinhada às necessidades do mercado de trabalho, tecnologia, robótica e inovação nas escolas, além da modernização da estrutura da rede estadual.

Entre os objetivos também estão a redução da evasão escolar e o fortalecimento da educação inclusiva.

Na segurança pública, o plano prevê maior utilização de inteligência e tecnologia para combater o crime organizado, a implantação do Laboratório de Segurança Pública (LABSEJUSP), o fortalecimento da integração entre as forças policiais e ações mais intensas contra crimes praticados nas regiões de fronteira.

A proposta também contempla a ampliação da rede de proteção para mulheres vítimas de violência, a expansão do programa Recomeços, a criação do Disque Violência LGBTQIA+, o uso de tornozeleiras eletrônicas e sistemas de alerta para agressores. A intenção é ainda aproximar as políticas de segurança das áreas de educação, esporte e assistência social.

Na área social, o plano prevê ampliar iniciativas de inclusão produtiva, qualificação profissional e autonomia financeira das famílias. Entre as metas estão a criação de 600 novas vagas do programa MS Supera Mulher, destinado a vítimas de violência, a implantação de uma nova Casa Abrigo em Campo Grande e a expansão do programa Cuidar de Quem Cuida.

Também estão previstas a criação de um cadastro estadual da pessoa com deficiência e o fortalecimento de políticas direcionadas à população idosa, pessoas com deficiência, comunidades indígenas e pessoas em situação de rua. O documento ainda propõe ampliar o abastecimento de água e o saneamento em aldeias indígenas.

Na cultura, as propostas incluem a restauração e modernização do Museu de Arte Contemporânea de Mato Grosso do Sul (Marco), o incentivo à economia criativa, a integração entre cultura e turismo, o fortalecimento do artesanato e do cooperativismo e a criação de iniciativas de valorização das culturas indígenas e tradicionais.

No esporte, uma das metas é garantir o funcionamento pleno do Estádio Universitário Pedro Pedrossian, o Morenão. O plano também prevê manter e ampliar os programas Bolsa Atleta e Bolsa Técnico, fortalecer o esporte educacional e comunitário e criar políticas de formação de novos talentos, com ações voltadas especialmente à juventude e à inclusão social.

Economia, inovação e geração de empregos

O segundo eixo reúne propostas para fortalecer a economia estadual, ampliar a competitividade e estimular setores como indústria, agronegócio, turismo e inovação.

O plano defende que Mato Grosso do Sul aproveite o período de transição provocado pela reforma tributária para manter sua posição competitiva no cenário nacional. Para isso, prevê a continuidade de políticas de atração de investimentos e medidas destinadas a melhorar o ambiente de negócios.

A inovação também aparece como prioridade, com propostas para fortalecer a Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia do Estado de Mato Grosso do Sul (Fundect), estimular pesquisas aplicadas, atrair centros de desenvolvimento tecnológico e ampliar o uso de inteligência artificial e outras tecnologias.

Na área de emprego e renda, o governo pretende ampliar programas de qualificação profissional, dobrar os recursos destinados ao Voucher Transportador, expandir o Voucher Desenvolvedor e aproximar as ações de capacitação das estratégias de atração de investimentos. O plano também prevê iniciativas específicas para ampliar as oportunidades de jovens e grupos em situação de vulnerabilidade.

Para o agronegócio, estão entre as propostas a recuperação e conversão de áreas degradadas em áreas produtivas, a expansão de programas de irrigação e o incentivo à chamada Agricultura 5.0, baseada em tecnologia e inovação.

O documento também prevê a criação de um Fiagro estadual, o fortalecimento da assistência técnica rural, mais investimentos na agricultura familiar, a implantação de sistemas de rastreabilidade da bovinocultura e o incentivo à pesquisa aplicada ao setor.

Na indústria, a estratégia é ampliar a agregação de valor às cadeias produtivas e estimular a instalação de novos segmentos. O turismo também é apontado como área estratégica, com a intenção de consolidar Mato Grosso do Sul como destino de turismo sustentável e ampliar roteiros ligados à cultura, gastronomia, natureza e negócios.

A agenda ambiental está associada ao desenvolvimento da bioeconomia e da economia verde. O plano prevê fortalecer a MS Ativos Ambientais, estimular o mercado de ativos ambientais, ampliar iniciativas de economia circular e incentivar tecnologias de baixo carbono.

Infraestrutura, habitação e sustentabilidade

O terceiro eixo reúne ações relacionadas à infraestrutura logística, habitação, saneamento, energia e desenvolvimento sustentável.

Entre as propostas está a elaboração do Programa Estadual de Logística e Transportes (Pelt), além da expansão da malha rodoviária pavimentada e do fortalecimento dos principais corredores de transporte. O plano também prevê ampliar investimentos em rodovias, ferrovias, hidrovias e aeroportos, com incentivo à aviação regional.

Na habitação, a proposta é ampliar o Programa Bônus Moradia e criar o MS Moradia, voltado às famílias de baixa renda. Também estão previstas ações de regularização fundiária, apoio aos municípios no planejamento urbano e políticas habitacionais direcionadas a regiões que receberem grandes empreendimentos econômicos.

O saneamento também está entre as prioridades. O plano prevê ampliar investimentos no setor, universalizar o programa Ilumina Pantanal nas comunidades ribeirinhas, fortalecer a gestão regionalizada de resíduos sólidos e ampliar investimentos em drenagem urbana.

A proposta ainda prevê estimular a adoção de novas tecnologias para o setor de saneamento e reforçar a estratégia de Mato Grosso do Sul para se tornar referência nacional em transição energética, bioenergia e economia de baixo carbono.

Modernização do Estado

O quarto eixo trata da administração pública e reúne propostas de modernização, transformação digital, governança e gestão baseada em resultados.

A intenção apresentada no documento é aumentar a eficiência da máquina pública, melhorar a capacidade de entrega do governo e ampliar a qualidade dos serviços oferecidos à população. O plano também defende um modelo de gestão sustentado por planejamento, inovação e integração entre diferentes políticas públicas.

Ao apresentar as diretrizes para um eventual segundo mandato, Riedel afirma que o objetivo é estabelecer um novo ciclo de desenvolvimento em Mato Grosso do Sul entre 2027 e 2030. A proposta é baseada no conceito de “Crescer, Incluir e Transformar”, buscando combinar expansão econômica, responsabilidade ambiental, inovação e melhoria das condições de vida da população. Com informações: Campo Grande News

 

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