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Obras de empreendimento habitacional em Campo Grande; nova lei prevê assistência técnica gratuita para projetos residenciais destinados a famílias de baixa renda. (Foto: Divulgação)
Por: Editorial | 04/08/2026 15:25
Famílias de baixa renda de Campo Grande poderão contar com apoio técnico gratuito para planejar a construção ou a ampliação da própria residência. A medida foi estabelecida pela Lei nº 7.660, sancionada pela prefeita Adriane Lopes e publicada nesta terça-feira (4) em edição extra do Diário Oficial de Campo Grande (Diogrande).
A iniciativa cria o Programa Municipal de Assistência Técnica Gratuita para Elaboração de Projetos Residenciais Populares, destinado a famílias com renda mensal de até três salários mínimos. Para ter acesso ao benefício, os interessados também deverão atender a outros critérios previstos na legislação, como possuir apenas um imóvel residencial e morar no município.
O programa tem como objetivo ampliar o acesso à moradia adequada e contribuir para que construções e ampliações sejam planejadas de acordo com as normas urbanísticas e de segurança. A proposta também busca reduzir a realização de obras irregulares e melhorar as condições de habitação na Capital.
Entre os serviços previstos estão a elaboração de planta arquitetônica básica, projetos simplificados para encaminhamento à aprovação municipal e orientações técnicas iniciais relacionadas à execução da obra. A assistência poderá ainda incluir recomendações sobre acessibilidade, ventilação, iluminação e segurança, além da disponibilização de modelos padronizados para projetos de moradias populares.
A legislação estabelece que a família interessada não poderá ter recebido, nos cinco anos anteriores, outro projeto habitacional gratuito oferecido pelo município. A Prefeitura poderá estabelecer critérios de prioridade para pessoas inscritas no Cadastro Único (CadÚnico), famílias chefiadas por mulheres e grupos que tenham entre seus integrantes idosos, pessoas com deficiência ou crianças.
Também poderão receber atenção prioritária moradores de áreas que estejam passando por processos de regularização fundiária e pessoas beneficiárias de programas habitacionais de interesse social.
Os projetos elaborados por meio da iniciativa deverão respeitar as normas municipais de planejamento urbano, incluindo o Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano Ambiental e o Código de Obras. Também deverão ser observadas as exigências relacionadas à acessibilidade, segurança e condições adequadas de salubridade.
A execução do programa poderá ser realizada diretamente por equipes técnicas da Prefeitura ou por meio de acordos e parcerias com universidades, conselhos profissionais, entidades sem fins lucrativos, projetos de extensão acadêmica e instituições públicas ou privadas que atuem na área de habitação social.
Apesar de oferecer suporte para o planejamento das moradias, o programa não prevê a entrega de materiais de construção, o pagamento de trabalhadores ou a execução das obras. A assistência disponibilizada pela iniciativa ficará limitada à elaboração dos projetos residenciais e às orientações técnicas previstas na legislação.
A medida representa uma alternativa para facilitar o acesso de famílias de menor renda a projetos adequados às regras de construção, contribuindo para que futuras obras sejam planejadas com mais segurança e dentro dos parâmetros exigidos pelo município. Com informações: CG News.
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