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Mercado financeiro acompanha a decisão do Copom e os movimentos internacionais que influenciam a cotação do dólar frente ao real (Foto: Reprodução)
Por: Editorial | 05/08/2026 10:25
O mercado cambial iniciou a quarta feira, 5 de agosto de 2026, com o dólar em trajetória de queda frente ao real, em um movimento influenciado pela expectativa em torno da decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) e por um ambiente externo mais positivo para moedas de países emergentes.
A principal atenção dos investidores está voltada para a reunião do Banco Central, que deve anunciar uma redução de 0,25 ponto percentual na taxa Selic, levando os juros básicos da economia brasileira para 14% ao ano. Além da decisão, o mercado aguarda o comunicado oficial do Copom em busca de sinais sobre os próximos passos da política monetária.
A possibilidade de novos cortes nos juros ocorre em meio a dados recentes que indicam uma desaceleração da atividade econômica e uma melhora gradual nas expectativas relacionadas à inflação. Por isso, analistas avaliam que a comunicação do Banco Central será determinante para definir o comportamento dos ativos financeiros nas próximas semanas.
No cenário internacional, o dólar perdeu força diante de diversas moedas, com investidores demonstrando maior apetite por risco. O índice DXY, que mede o desempenho da moeda americana frente a uma cesta de divisas globais, apresentou leve recuo durante o pregão.
A divulgação de dados mais fracos sobre o mercado de trabalho dos Estados Unidos também entrou no radar dos investidores. O relatório da ADP apontou a criação de 44 mil vagas no setor privado americano em julho, abaixo da previsão de 75 mil postos. Apesar do resultado, o impacto foi considerado limitado, já que o mercado aguarda o relatório oficial de emprego dos Estados Unidos.
Outro fator observado pelos investidores é o comportamento do petróleo. Os contratos futuros da commodity apresentaram recuperação moderada após duas sessões de perdas intensas. O petróleo Brent permanece próximo dos US$ 80 por barril, enquanto o mercado acompanha as negociações envolvendo a circulação de navios pelo Estreito de Ormuz e possíveis impactos na oferta mundial.
No Brasil, além da decisão do Copom, investidores também acompanham o cenário político, as pesquisas eleitorais, a divulgação de resultados corporativos e os efeitos da crise diplomática entre Brasil e Estados Unidos.
Na sessão anterior, terça feira, 4 de agosto, o dólar à vista encerrou o pregão com valorização de 0,86%, cotado a R$ 5,1309, alcançando o maior valor de fechamento desde 13 de julho. A alta ocorreu em sentido contrário ao movimento de outras moedas emergentes, em meio à queda do petróleo e ao aumento da cautela com fatores internos.
Nesta quarta feira, por volta das 10h08, o dólar à vista registrava baixa de 0,20%, negociado a R$ 5,1200, após atingir máxima de R$ 5,1249 e mínima de R$ 5,1094. No mercado futuro, o contrato com vencimento em setembro recuava 0,12%, cotado a R$ 5,151. Com informações: Bacci Notícias
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