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Equipes do Centro de Controle de Zoonoses realizam vacinação antirrábica casa a casa em bairros de Campo Grande para ampliar a proteção contra a raiva (Foto: Divulgação/CCZ).
Por: Editorial | 06/08/2026 08:19
A vacinação antirrábica realizada em Campo Grande ganhou reforço com a atuação das equipes do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), que percorrem diariamente diferentes regiões da cidade levando imunização, orientações aos moradores e atualização do levantamento de cães e gatos.
A ação tem como objetivo ampliar a proteção contra a raiva, doença que ainda representa risco à saúde pública devido à circulação do vírus confirmada em morcegos encontrados na Capital. Em 2026, segundo o CCZ, já foram identificados 12 morcegos infectados.
Durante a campanha, os agentes têm a missão de visitar cerca de 300 mil imóveis da área urbana para garantir que cães e gatos recebam a vacina. O trabalho ocorre de porta em porta, com equipes preparadas para atender diferentes situações encontradas durante as visitas.
A rotina exige deslocamentos constantes e dedicação dos profissionais, que realizam, em média, 50 atendimentos por dia. As equipes enfrentam desafios como animais de grande porte, dificuldade de acesso aos imóveis e resistência de alguns moradores, mas seguem com o objetivo de ampliar a cobertura vacinal.
O agente do CCZ Yuri Uriel da Silva, que atua há mais de 14 anos na função, destacou a importância da atividade e o compromisso dos profissionais envolvidos. Segundo ele, levar a vacinação diretamente às residências facilita o acesso dos moradores e aumenta a proteção dos animais.
Para muitos tutores, a visita dos agentes representa uma alternativa mais segura e prática. A moradora Elizabete Ferreira, de 53 anos, relatou que o atendimento em casa ajuda principalmente por causa do comportamento de sua cadela, que apresenta dificuldades para ser transportada até um ponto de vacinação.
Além da aplicação das doses, a ação também permite identificar animais ainda não imunizados e orientar a população sobre cuidados e responsabilidade na criação de cães e gatos. O trabalho inclui ainda um novo censo canino e felino, que vai atualizar os dados sobre a quantidade de animais existentes no município e auxiliar no planejamento das próximas estratégias.
De acordo com a médica veterinária Maria Aparecida Cunha, responsável pelo Serviço de Controle da Raiva do CCZ, a presença do vírus em morcegos reforça a necessidade de manter a vacinação em dia.
Quando os agentes não encontram moradores nos imóveis visitados, uma comunicação é deixada no local informando sobre a passagem da equipe. O responsável pode levar o animal até o CCZ, que funciona como ponto permanente de vacinação durante todo o ano.
A programação das visitas é divulgada previamente pelos canais oficiais da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) e do Centro de Controle de Zoonoses. A iniciativa busca manter uma barreira de proteção contra a raiva e garantir maior segurança para animais e população de Campo Grande. Com informações: Diário Digital
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