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Mattia Maestri permaneceu nove anos em estado vegetativo após complicações causadas por uma infecção alimentar contraída na infância (Foto: Reprodução).
Por: Editorial | 06/08/2026 08:45
Um adolescente italiano de 13 anos morreu após permanecer por nove anos em estado vegetativo devido a complicações causadas por uma infecção alimentar contraída ainda na infância. O caso de Mattia Maestri voltou a repercutir na Itália por envolver o consumo de um queijo produzido com leite cru e as consequências que acompanharam o jovem durante grande parte da vida.
A contaminação aconteceu em 2017, quando Mattia tinha apenas 4 anos e consumiu o produto durante uma viagem da família à região do Trentino, no norte da Itália. Dias depois, ele foi diagnosticado com uma infecção provocada pela bactéria Escherichia coli (E. coli).
A doença evoluiu para a síndrome hemolítico-urêmica (SHU), uma condição considerada rara que pode afetar os rins, prejudicar a circulação sanguínea e causar danos a órgãos importantes, incluindo o cérebro. Após as complicações, o menino entrou em coma e não voltou a recuperar a consciência.
Durante os nove anos seguintes, Mattia permaneceu em estado vegetativo, necessitando de cuidados contínuos, uso de medicamentos e acompanhamento médico. Segundo familiares, ele também enfrentou crises epilépticas frequentes e perdeu a visão em decorrência das sequelas provocadas pela infecção.
As investigações apontaram que a contaminação teria ocorrido durante o processo de produção do queijo, após falhas no manejo dos equipamentos utilizados na coleta do leite. Dois responsáveis pela fabricação do produto foram condenados pela Justiça italiana por lesões culposas.
Com a morte do adolescente, o caso poderá passar por uma nova avaliação judicial, considerando a possibilidade de alteração da tipificação criminal conforme as circunstâncias analisadas pelas autoridades.
O pai de Mattia, Giovanni Battista Maestri, transformou a história do filho em uma campanha de conscientização sobre os riscos do consumo de alimentos produzidos com leite não pasteurizado, especialmente por crianças.
Após anos acompanhando o tratamento do filho, ele também criou uma associação de consumidores e passou a defender regras mais rigorosas para a produção e comercialização desses alimentos.
Especialistas alertam que determinadas cepas da bactéria E. coli podem representar riscos maiores para crianças pequenas, idosos e pessoas com imunidade comprometida. As autoridades de saúde reforçam a importância de cuidados na produção e no consumo de alimentos derivados de leite cru como forma de prevenção. Com informações: BacciNotícias
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