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Pai do adolescente investigado acompanha os desdobramentos do caso ocorrido em uma residência na Vila Popular, em Campo Grande (Foto: Victória Costacurta).
Por: Editorial | 06/08/2026 10:23
Um adolescente de 12 anos apreendido sob suspeita de causar queimaduras graves em um amigo, de 11 anos, está “muito assustado” e aguarda os próximos procedimentos da Justiça da Infância e Juventude. O caso aconteceu na tarde de terça-feira (4), em uma residência localizada na Vila Popular, em Campo Grande.
A vítima sofreu queimaduras em aproximadamente 85% do corpo e permanece internada em estado grave na Santa Casa da Capital. O episódio, inicialmente tratado como um possível acidente, passou a ser investigado como ato infracional análogo à tentativa de homicídio após novos relatos apresentados durante o atendimento médico.
Segundo o advogado Matheus Alves, responsável pela defesa do adolescente de 12 anos, o garoto está preocupado com a situação do amigo e ainda tenta compreender a gravidade do ocorrido.
De acordo com o defensor, o pai do adolescente acompanha o caso e presta assistência durante os procedimentos. Por envolver um menor de idade, a investigação segue regras específicas previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), com procedimentos diferentes dos aplicados a pessoas adultas.
O próximo passo será uma oitiva informal conduzida por um promotor da Vara Especializada em Crimes contra a Criança e o Adolescente (Veca). O adolescente será ouvido acompanhado pelo pai e pelo advogado, apresentando sua versão sobre os fatos.
Após essa etapa, o Ministério Público poderá avaliar diferentes medidas, como arquivamento do procedimento, aplicação de remissão com medidas socioeducativas, apresentação de representação judicial ou adoção de medidas de proteção.
A investigação conduzida pela Delegacia Especializada de Atendimento à Infância e Juventude (Deaij) busca esclarecer as circunstâncias do ocorrido. Conforme a delegada Daniela Kades, a apuração mudou de direção após a vítima relatar aos profissionais de saúde, antes de ser submetida a procedimentos médicos, que teria sido atingida pelo fogo após uma discussão com o colega.
A versão apresentada pela vítima diverge do relato do adolescente investigado, que afirmou inicialmente que os dois estariam brincando com álcool quando ocorreu a combustão de forma acidental.
O pai do adolescente investigado declarou estar abalado com a situação e afirmou acreditar que o episódio tenha ocorrido durante uma brincadeira. Ele também demonstrou preocupação com o estado de saúde da vítima e com a recuperação da criança.
A Polícia Civil continua reunindo informações para esclarecer a dinâmica do caso. A Justiça da Infância e Juventude deverá definir os próximos encaminhamentos em relação à situação do adolescente investigado durante o andamento da apuração. Com informações: Caarapó News
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