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César Gastélum, de 25 anos, morreu após ser atacado durante uma transmissão ao vivo em Culiacán, no México. (Foto: Reprodução/Redes sociais)
Por: Editorial | 06/08/2026 17:43
A morte do influenciador digital mexicano César Gastélum, de 25 anos, durante uma transmissão ao vivo nas redes sociais, está sendo investigada pelas autoridades do México. O crime ocorreu na última terça-feira (4), em Culiacán, no estado de Sinaloa, e uma das linhas de investigação analisa se símbolos utilizados pelo jovem durante a live podem ter influenciado a ação dos criminosos.
Segundo as autoridades, César estava na calçada de uma lanchonete quando foi surpreendido por dois homens que chegaram em uma motocicleta. Um dos suspeitos efetuou disparos contra o influenciador, que morreu no local. A transmissão ao vivo registrou parte da ação.
Com cerca de 600 mil seguidores nas redes sociais, Gastélum produzia conteúdos de humor e publicações sobre o cotidiano. O caso provocou grande repercussão entre fãs e moradores da região.
As investigações conduzidas pelo Gabinete de Segurança Federal do México e pela Procuradoria-Geral do Estado de Sinaloa apontam que o crime pode estar relacionado ao contexto de disputas entre grupos criminosos que atuam na região. De acordo com os investigadores, o influenciador utilizava, durante a transmissão, um chapéu branco e ouvia músicas conhecidas como narcocorridos, frequentemente associadas a um dos grupos envolvidos na disputa pelo controle do Cartel de Sinaloa.
A polícia apura se esses elementos podem ter levado os autores do crime a associar o influenciador a determinada facção criminosa, hipótese que ainda está sendo investigada e não foi confirmada oficialmente.
Equipes de investigação analisam imagens de câmeras de segurança da região para identificar os responsáveis pelo ataque e esclarecer a dinâmica do homicídio. As autoridades também buscam localizar os ocupantes da motocicleta utilizada na fuga.
A presidente do México, Claudia Sheinbaum, solicitou rapidez nas investigações e afirmou que as forças de segurança devem trabalhar para identificar tanto os executores quanto os possíveis mandantes do crime.
O caso também reacendeu o debate sobre os riscos enfrentados por criadores de conteúdo no México, especialmente em regiões marcadas pela atuação de organizações criminosas e por disputas territoriais. Com informações: Bacci Noticia.
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