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Delegado é preso sob suspeita de corrupção após investigação apontar movimentação milionária de recursos


Apuração da Corregedoria da Polícia Civil identificou possíveis cobranças indevidas a garimpeiros e movimentações financeiras que chegaram a cerca de R$ 12 milhões.
Policial foi preso durante uma fase da Operação Ouro de Tolo, que investiga suspeitas de corrupção, extorsão e movimentações financeiras de grande valor (Foto: Divulgação/Polícia Civil da Bahia) Por: Editorial | 07/08/2026 09:19

Uma investigação envolvendo suspeitas de corrupção dentro da Polícia Civil da Bahia resultou na prisão de um delegado em Euclides da Cunha, no interior do estado. O policial é investigado por suposta extorsão contra garimpeiros e por outros crimes relacionados a práticas ilícitas.

A prisão foi realizada pela Corregedoria da Polícia Civil da Bahia, com apoio de equipes do Grupo de Apoio Técnico Tático à Investigação da 25ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior, durante uma nova fase da Operação Ouro de Tolo.

De acordo com as investigações, foram identificadas movimentações financeiras de aproximadamente R$ 12 milhões em contas relacionadas ao delegado. A apuração começou após a Corregedoria receber gravações de áudio nas quais o investigado teria, segundo os investigadores, solicitado vantagens indevidas a garimpeiros que atuavam nos municípios de Cansanção e Nordestina, no norte da Bahia.

Em uma etapa anterior da operação, realizada em agosto de 2025, o delegado foi afastado temporariamente da função por 90 dias e teve o porte e a posse de arma de fogo suspensos. Na ocasião, equipes policiais encontraram cerca de R$ 90 mil em dinheiro durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão.

O processo investigativo também reúne informações sobre uma possível relação entre a unidade policial comandada pelo delegado e integrantes de grupos criminosos da região. Entre os materiais analisados estão conversas obtidas por aplicativos de mensagens, nas quais os investigadores apontam uma suposta orientação para a produção de documentos falsos com o objetivo de liberar valores apreendidos.

A Corregedoria da Polícia Civil confirmou o cumprimento do mandado de prisão e informou que o delegado permanece à disposição do Poder Judiciário para os procedimentos legais. Com informações: Metropoles.

 

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