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São Paulo confirma 23 casos de sarampo e reforça alerta para vacinação


Secretaria da Saúde convoca moradores de municípios com registros da doença para atualizar a imunização e evitar a disseminação do vírus.
Vacinação é considerada a principal estratégia para evitar a circulação do vírus do sarampo e proteger a população. (Foto: Divulgação) Por: Editorial | 07/08/2026 15:38

O estado de São Paulo confirmou 23 casos de sarampo e intensificou as ações de vacinação para conter o avanço da doença. Segundo a Secretaria Estadual da Saúde, 16 pessoas infectadas não tinham registro de vacinação ou estavam com o esquema vacinal incompleto.

Dos casos confirmados, dois foram classificados como importados, enquanto os demais estão relacionados a essas ocorrências. Os registros estão concentrados principalmente na capital paulista, além dos municípios de Guarulhos e São Bernardo do Campo.

Diante do cenário, a Secretaria da Saúde orientou moradores dessas regiões com idade entre 6 meses e 59 anos a procurarem uma Unidade Básica de Saúde (UBS) para receber a vacina contra o sarampo, desde que não tenham contraindicações.

A vacinação ampliada foi adotada como medida preventiva devido ao risco de circulação do vírus. Nos demais municípios do estado, a recomendação é reforçar a verificação da situação vacinal da população, realizar busca ativa e atualizar doses atrasadas conforme o Calendário Nacional de Vacinação.

O vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações, Renato Kfouri, destacou que o sarampo possui alto potencial de transmissão e pode se espalhar rapidamente entre pessoas sem proteção vacinal. Segundo o especialista, o vírus pode permanecer no ambiente e a transmissão pode ocorrer mesmo antes do aparecimento dos sintomas.

Kfouri alerta que uma única pessoa infectada pode transmitir a doença para diversos indivíduos que não estejam imunizados, reforçando a importância de manter altas coberturas vacinais.

Além de febre e manchas pelo corpo, o sarampo pode causar complicações mais graves, como pneumonia e inflamações no sistema nervoso. Especialistas também alertam que a doença pode provocar redução temporária da defesa imunológica do organismo, deixando o paciente mais vulnerável a outras infecções.

As autoridades de saúde reforçam que a vacinação continua sendo a principal forma de prevenção e controle da doença. Com informações: Fátima Informa

 

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