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Lavouras de algodão em Mato Grosso devem alcançar produtividade recorde mesmo com redução da área cultivada na safra 2025/26 (Foto: Divulgação)
Por: Editorial | 07/08/2026 17:03
Mesmo com uma redução na área cultivada, Mato Grosso pode registrar a maior produtividade de algodão de sua história, segundo projeções do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). O desempenho esperado para a safra 2025/26 aponta rendimento médio de 315,33 arrobas por hectare, superando levemente o recorde alcançado na temporada anterior.
De acordo com o levantamento, as condições climáticas favoráveis durante o desenvolvimento das lavouras contribuíram para elevar o potencial produtivo e compensar parte dos desafios enfrentados pelos agricultores no início do ciclo.
A área destinada ao cultivo do algodão foi estimada em 1,38 milhão de hectares, uma redução de 11,11% em comparação com a safra passada. Apesar da menor extensão plantada, a produtividade elevada deve garantir um dos melhores resultados já registrados pelo estado.
A queda na área cultivada, porém, deve refletir no volume total produzido. A expectativa é de uma produção de 6,51 milhões de toneladas de algodão em caroço e 2,67 milhões de toneladas de pluma, números aproximadamente 11% inferiores aos da temporada anterior.
Segundo o Imea, a retração está ligada principalmente à diminuição do plantio do algodão de primeira safra. Entre os fatores considerados pelos produtores estão os custos elevados de produção e a menor atratividade dos preços no período de decisão do cultivo.
A qualidade da fibra também segue como ponto de atenção. Chuvas registradas em algumas regiões durante a fase de abertura dos capulhos podem afetar parte da produção, embora a avaliação geral da safra permaneça positiva.
No mercado internacional, o instituto estima que a maior parte da pluma produzida em Mato Grosso será destinada às exportações. A previsão é de que 76,3% da produção tenha como destino compradores externos, enquanto grande parte dos estoques finais já está negociada.
Além do algodão, o relatório do Imea também trouxe projeções para outras importantes cadeias agrícolas do estado.
No milho de segunda safra 2025/26, a expectativa é de crescimento da área cultivada, chegando a 7,43 milhões de hectares. Com produtividade média estimada em 128,67 sacas por hectare, a produção deve alcançar 57,39 milhões de toneladas, representando avanço em relação ao ciclo anterior.
O consumo interno do cereal também deve crescer, impulsionado principalmente pela expansão das usinas de etanol de milho, com previsão de aumento da demanda pela indústria estadual.
Para a soja da safra 2026/27, o cenário projetado é de estabilidade na área plantada, estimada em 13,05 milhões de hectares. Entretanto, produtores devem manter cautela diante dos custos elevados, das margens reduzidas e das limitações de acesso ao crédito.
O Imea estima produtividade média de 62,44 sacas por hectare para a oleaginosa, resultado influenciado pelas incertezas climáticas associadas ao fenômeno El Niño. Com isso, a produção de soja no estado deve atingir 48,88 milhões de toneladas, uma redução em comparação ao ciclo anterior. Com informações: Agro Noticia.
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