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Família de Marcos Matsunaga contesta retrato do crime em nova produção audiovisual


Advogado dos pais do empresário questiona versão apresentada na obra e afirma que elementos do processo foram deixados de fora.
Marcos Matsunaga e Elize Matsunaga foram envolvidos em um dos casos criminais de maior repercussão no país. (Foto: Reprodução) Por: Editorial | 08/08/2026 08:33

A família de Marcos Matsunaga voltou a se manifestar sobre a forma como o assassinato do empresário foi retratado em uma nova produção audiovisual. Em entrevista ao jornalista Paulo Mathias, o advogado Luiz Flávio D’Urso, que representa os pais da vítima, afirmou que a obra apresenta uma interpretação que, na avaliação da família, não corresponde integralmente aos elementos reunidos durante o processo judicial.

Segundo o advogado, os pais de Marcos não interferiram na condução do julgamento e confiaram na Justiça. Ele também contestou a representação do relacionamento entre o empresário e Elize Matsunaga, afirmando que a família teria recebido Elize de maneira acolhedora e que não haveria testemunhos capazes de sustentar a imagem de comportamento agressivo atribuída à vítima.

Um dos principais pontos levantados na entrevista envolve os exames médico-legais realizados após o crime. De acordo com D’Urso, os laudos indicaram que a morte não teria ocorrido exclusivamente em consequência do disparo de arma de fogo. O advogado afirmou que a vítima ainda apresentava sinais de vida quando teve início o processo de ocultação do corpo, embora estivesse inconsciente.

A família também sustenta que houve planejamento antes e depois do assassinato. Entre os elementos mencionados pelo advogado está a aquisição de uma serra elétrica após uma viagem realizada por Elize. Conforme o relato apresentado na entrevista, ela também teria buscado reunir informações sobre uma suposta traição e posteriormente criado uma narrativa para explicar o desaparecimento do marido aos familiares.

Ainda segundo a versão apresentada pelo representante da família, mensagens e outras ações teriam sido utilizadas para sustentar a ideia de que Marcos havia deixado a esposa e a filha para viver com outra mulher. Para D’Urso, esses elementos demonstrariam que havia uma estratégia para dificultar a descoberta do crime.

Outro ponto contestado foi a justificativa de que uma suposta doença da filha do casal teria influenciado a decisão de Elize de interromper uma viagem ao Paraná. O advogado afirmou que a criança não estaria doente e apresentou outra versão para a mudança de planos, relacionada a uma abordagem policial durante o trajeto.

O caso ocorreu em 2012 e teve grande repercussão nacional. Elize Matsunaga foi condenada a 16 anos de prisão pelo homicídio de Marcos Matsunaga e pela ocultação do cadáver. Desde 2022, ela cumpre a pena em regime aberto no interior de São Paulo.

As declarações feitas na entrevista representam a versão apresentada pela família da vítima por meio de seu advogado. A produção audiovisual citada na entrevista apresenta sua própria abordagem sobre o caso, enquanto os fatos e responsabilidades foram analisados no processo judicial que resultou na condenação de Elize. Com informações: Bacci Noticia.

 

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