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A recém-nascida Ayla Emanuelly, de 28 dias, foi localizada no Paraguai após três dias de buscas. A bebê estava desaparecida desde quinta-feira (6), em Campo Grande. (Foto: Divulgação)
Por: Editorial | 09/08/2026 10:03
A recém-nascida foi encaminhada para atendimento médico no setor de Emergência do Hospital Regional de Pedro Juan Caballero. Segundo as informações divulgadas pelas autoridades, Ayla passou por avaliação clínica e permanece sob observação.
O desaparecimento da bebê teve início na quinta-feira (6). Na ocasião, a mãe, uma adolescente de 17 anos, saiu acompanhada da filha e da irmã, de 13 anos.
De acordo com o relato apresentado à polícia, a adolescente teria conhecido uma mulher por meio de um grupo de brechó no WhatsApp. Inicialmente, a proposta apresentada à família estaria relacionada à realização de um ensaio fotográfico para a recém-nascida.
Ainda conforme o depoimento, posteriormente teria sido oferecido à mãe o pagamento de R$ 100 para que ela cuidasse da filha dessa mulher. A adolescente então teria se deslocado até um endereço na região do bairro Universitário acompanhada da irmã.
As duas relataram aos investigadores que, ao chegarem ao imóvel, receberam água. A irmã da mãe de Ayla teria adormecido e despertado somente durante a noite.
O relato também aponta que havia várias pessoas no imóvel e que a mãe da criança teria sido ameaçada para entregar a recém-nascida. As duas adolescentes teriam sido liberadas durante a madrugada de sexta-feira (7), enquanto Ayla permaneceu no local.
As equipes policiais realizaram diligências em diferentes endereços indicados durante a investigação. Entretanto, inicialmente, as adolescentes não conseguiram identificar com precisão o imóvel onde teriam permanecido.
O desaparecimento de Ayla provocou uma ampla mobilização das forças de segurança. As informações sobre a criança foram divulgadas nacionalmente com o objetivo de ampliar as possibilidades de localização.
Na sexta-feira (7), o Ministério da Justiça e Segurança Pública divulgou um alerta contendo dados e fotografia da recém-nascida. O caso também foi incluído no Alerta Amber, ferramenta utilizada para auxiliar na localização de crianças desaparecidas.
No sábado (8), um homem apontado como suspeito de envolvimento no caso foi preso durante diligências realizadas em Campo Grande. Segundo a investigação, ele seria responsável por ter emprestado uma residência que poderia ter sido utilizada para manter a criança escondida.
Em depoimento, porém, o suspeito negou participação no desaparecimento e afirmou conhecer apenas outro homem que, segundo ele, teria envolvimento no caso.
As diligências na Capital contaram com equipes da Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente e da Delegacia de Repressão a Roubo a Bancos, Assaltos e Sequestros.
O casal localizado com Ayla foi colocado à disposição do Ministério Público do Paraguai. As autoridades paraguaias informaram que os brasileiros deverão passar pelos procedimentos legais necessários para posterior expulsão do país e encaminhamento para responder às acusações perante a Justiça brasileira.
Enquanto as medidas legais são adotadas, a recém-nascida permanece sob os cuidados das autoridades competentes no Paraguai.
A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul deverá prosseguir com as investigações para esclarecer toda a dinâmica do desaparecimento, identificar eventuais envolvidos e apurar como a bebê foi retirada de Campo Grande e levada até Pedro Juan Caballero.
O caso continua sob investigação, e novas informações poderão ser divulgadas pelas autoridades responsáveis conforme o avanço das diligências. Com informações Estado Diário. @portaldoconesul
