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Hoje é Terça-feira, 11 de Agosto de 2026.
Fotos de arquivo mostram os impactos da erosão e dos problemas de drenagem na Rua Pérsio Antunes, no bairro Harry Amorim Costa, em Naviraí. Registros são de 2014 e 2018. Fotos: Arquivo/Portal do Conesul.
Por: Editorial | 10/08/2026 21:49
Depois de anos convivendo com erosões, lama, alagamentos e dificuldades provocadas pela deficiência na drenagem das águas pluviais, os moradores da Rua Pérsio Antunes, no bairro Harry Amorim Costa, passam a ter uma perspectiva concreta de solução para um dos principais problemas de infraestrutura da região.
Nesta segunda-feira (10), o Governo do Estado, por meio da Agesul (Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos), homologou a licitação para a execução das obras de drenagem e recuperação da área afetada. A empresa Campoterra Construtora Ltda. foi definida como responsável pelos serviços.
O investimento previsto é de R$ 13.795.890,04, com prazo de execução de 540 dias, o equivalente a aproximadamente 18 meses, após o início efetivo dos trabalhos.
A intervenção está entre as demandas consideradas prioritárias pela atual administração municipal, liderada pelo prefeito Rodrigo Sacuno, e pelos vereadores da Câmara Municipal, após a apresentação de um projeto completo das regiões, em articulação com o Governo do Estado. A melhoria faz parte de um pedido semelhante, feito no passado pelos cinco últimos gestores municipais.
A busca por uma solução definitiva ganhou força diante dos constantes transtornos enfrentados pelos moradores, especialmente durante os períodos de chuva. A dimensão do problema exige uma intervenção que vá além da recuperação de um único trecho da via, envolvendo toda a área responsável pela contribuição das águas pluviais.
A proposta é justamente atuar na origem do problema, melhorando o sistema de drenagem e reduzindo a velocidade e o impacto do escoamento das águas que chegam à região.
Foto: Arquivo/José Luiz Bressa/@portaldoconesul
Temporal de 2018 marcou a região
Um dos episódios mais graves registrados no local ocorreu durante o temporal de 28 de fevereiro de 2018, quando fortes chuvas atingiram os bairros Harry Amorim Costa e Eldorado.
A Rua Pérsio Antunes foi uma das áreas mais afetadas. A força da enxurrada invadiu residências, danificou e arrancou parte da pavimentação asfáltica e provocou processos erosivos de grandes proporções.
Na ocasião, moradores chegaram a ficar temporariamente isolados devido ao volume e à força da água. Um veículo também foi arrastado pela enxurrada, exigindo a mobilização de equipes do Corpo de Bombeiros e da Defesa Civil.
O episódio expôs de forma ainda mais evidente um problema que já vinha sendo enfrentado pela comunidade e que, desde então, continuou provocando transtornos a cada período de chuvas mais intensas.
Com o passar dos anos, erosões, lama, dificuldades de circulação e o receio de novos danos aos imóveis passaram a fazer parte da rotina dos moradores.
Foto: Arquivo/José Luiz Bressa/@portaldoconesul
Agora, a homologação da licitação representa um dos avanços mais significativos na busca por uma solução definitiva.
Apesar de a Rua Pérsio Antunes estar entre os principais pontos afetados, o projeto não se limita à recuperação da via.
A intervenção integra um planejamento mais amplo de drenagem da bacia de contribuição da região, abrangendo diferentes bairros e áreas estratégicas do município.
As águas pluviais provenientes das localidades contempladas serão captadas e direcionadas pelo sistema de drenagem, abrangendo os residenciais Itália, Portinari I e II, o Condomínio Zeus, parte da estrada do Borborema, o Aeroporto Municipal e a Avenida Campo Grande, desde a rotatória de ligação com as avenidas Bataguassu e João Paulo II, além de um trecho da MS-141, na região dos silos da C.Vale. Também serão contemplados os bairros circunvizinhos Nova Era e União.
O projeto prevê a implantação e adequação de estruturas de micro e macrodrenagem, canalização de águas pluviais e recuperação de áreas degradadas, utilizando soluções de engenharia destinadas a melhorar o escoamento das águas e combater os processos erosivos.
Na prática, a expectativa é que a obra não apenas recupere uma área que há anos sofre com os efeitos das chuvas, mas também estabeleça uma estrutura capaz de reduzir a ocorrência dos problemas no futuro.
A homologação ocorreu por meio do Edital nº 060/2026 e representa uma etapa decisiva para a concretização do projeto.
Com a empresa responsável definida, o investimento garantido e o prazo de execução estabelecido, uma reivindicação que se arrasta há anos deixa de ser apenas uma promessa ou projeto em discussão e passa a contar com um processo formal de execução.
O valor de quase R$ 13,8 milhões demonstra a dimensão da intervenção planejada e a necessidade de uma solução de maior porte para enfrentar os problemas de drenagem e erosão existentes na região.
Após a homologação da licitação, o processo segue para os procedimentos administrativos necessários à formalização do contrato e, posteriormente, à emissão da ordem de serviço.
É essa autorização que permitirá o início efetivo dos trabalhos pela empresa contratada.
O prazo estabelecido para a execução é de 540 dias, aproximadamente 18 meses, contados a partir do início dos serviços, conforme as condições previstas no processo licitatório.
A partir de agora, a atenção dos moradores se volta para as próximas etapas do processo e, principalmente, para o início obras e das máquinas no local. @portaldoconesul
