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Documentário estreia hoje em Dourados (Foto: Divulgação)
Por: Editorial | 11/08/2026 07:35
O anfiteatro Celso Müller do Amaral, na Escola Estadual Presidente Vargas, recebe nesta terça-feira (11) a exibição do curta-metragem documentário “80 Anos da Colônia Agrícola Nacional de Dourados (CAND) 1943-1969”.
Dirigido pelo cineasta Fabrício Borges e gravado entre 2024 e 2026, o documentário tem 25 minutos de duração e foi produzido especialmente para estudantes do ensino fundamental 2 e do ensino médio. A obra resgata o processo histórico relacionado à criação da Colônia Agrícola Nacional de Dourados e sua influência na formação de vilas, distritos e municípios da região.
Nesta primeira exibição, serão realizadas duas sessões, às 8h e às 14h, exclusivamente para os alunos da escola.
O documentário apresenta aspectos históricos e territoriais da Grande Dourados, abordando as políticas públicas de colonização implantadas durante o período de atuação da CAND.
O recorte histórico compreende o período entre 1943, ano de criação da Colônia Agrícola Nacional de Dourados, e 1969, quando a iniciativa foi extinta pelo governo federal.
A produção percorre municípios relacionados aos projetos de colonização na região, incluindo Dourados, Itaporã, Fátima do Sul, Vicentina, Glória de Dourados, Jateí, Douradina e Deodápolis, além de distritos locais.
Imagens atuais gravadas nos municípios são intercaladas com fotografias antigas pertencentes a acervos regionais, criando um panorama sobre as transformações ocorridas ao longo das décadas.
Além da história da colonização, o filme propõe uma reflexão sobre a presença dos povos originários no território antes da chegada dos colonizadores.
A produção destaca os povos Kaiowá, Guarani e Terena, reconhecendo a importância dessas comunidades na formação social, cultural e histórica de Dourados e de Mato Grosso do Sul.
A fundamentação teórica e a narração são assinadas pelo historiador, poeta e escritor Carlos Magno Mieres Amarilha. A edição e a finalização ficaram a cargo da cineasta Tatiana Varela Besteiro, enquanto a trilha sonora foi composta pelos músicos Fernando Dagata e Simão Gandhy.
O documentário também reúne entrevistas com representantes de diferentes grupos culturais e comunidades da região, entre eles Celino Ramos Chimenez, presidente da Colônia Paraguaia de Dourados; Luciano da Silva Borges, presidente do Centro de Tradições Nordestinas de Dourados (CTN); Ermínio Guedes, ex-presidente do Centro de Tradições Gaúchas de Dourados (CTG); Emislene Silva Mariano, professora da etnia Terena; e Suzana Arakaki, professora de História da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), em Amambai.
A proposta é apresentar aos estudantes diferentes perspectivas sobre a formação histórica e cultural da região, reunindo a trajetória de povos originários, migrantes e imigrantes que contribuíram para a construção da identidade do sul de Mato Grosso do Sul. Com informações: Dourados News
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