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Equipamentos eletrônicos apreendidos durante a Operação Lívia serão analisados pela perícia (Foto: Polícia Civil)
Por: Editorial | 11/08/2026 07:41
A mãe da adolescente de 13 anos que morreu em Naviraí e cujo caso deu origem a uma investigação de dimensão nacional afirmou que espera que a identificação dos envolvidos tenha evitado que outras crianças e adolescentes fossem vítimas do grupo investigado.
A declaração foi feita após a Operação Lívia, deflagrada pela Polícia Civil, resultar na apreensão de cinco adolescentes e na prisão preventiva de um adulto. Para a mãe, de 30 anos, além dos responsáveis pelos crimes, as plataformas digitais utilizadas pelo grupo também devem ser responsabilizadas.
Ela destacou que a repercussão do caso não diminui a perda da filha, mas acredita que as medidas adotadas pelas autoridades podem ter protegido outras possíveis vítimas.
O caso também provocou a atuação de órgãos federais. A Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) abriu um processo de fiscalização envolvendo o Discord. O procedimento busca verificar se a plataforma adotava medidas suficientes para proteger crianças e adolescentes, incluindo mecanismos de verificação de idade, controle de conteúdos irregulares e comunicação de ocorrências graves às autoridades.
A apuração policial teve início após a morte da adolescente, registrada em 22 de julho. Conforme as investigações, cinco adolescentes e um adulto foram identificados como envolvidos. A Polícia Civil passou a investigar o episódio como homicídio, além de possíveis crimes relacionados à organização criminosa e ao homicídio qualificado.
Durante a operação, foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão em cinco estados: Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Ceará e Pará. As equipes apreenderam celulares, computadores e outros dispositivos eletrônicos, que foram encaminhados para análise pericial em Campo Grande.
De acordo com a investigação, os suspeitos utilizavam a internet para se aproximar de crianças e adolescentes e, posteriormente, direcioná-los para ambientes virtuais sob controle do grupo. A delegada responsável pelo caso afirmou que a adolescente de Naviraí teria sido submetida a um processo de controle psicológico dentro desse contexto.
A ANPD estabeleceu prazo de cinco dias úteis para que o Discord forneça informações sobre as medidas adotadas para prevenir e combater violações graves contra menores de idade. O procedimento também considera as sanções previstas na legislação brasileira, que podem incluir multa de até R$ 50 milhões, caso sejam constatadas irregularidades.
Segundo a delegada Anne Karine, a investigação identificou problemas relacionados à moderação da plataforma durante os acontecimentos. Ela relatou ainda que o grupo teria utilizado diferentes serviços digitais quando conteúdos eram removidos.
A repercussão do caso também chegou à Advocacia-Geral da União (AGU). Representantes do órgão se reuniram com integrantes do Discord para discutir medidas como a verificação de idade e mecanismos de proteção de crianças e adolescentes.
Após a reunião, o advogado-geral da União, Jorge Messias, afirmou que a AGU avalia recorrer à Justiça para solicitar a retirada da plataforma do ar. Com informações Campo Grande news @portaldoconesul
