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Avenida Duque de Caxias, em Campo Grande, onde ocorreu o confronto entre policiais do Batalhão de Choque e o suspeito (Foto: Divulgação).
Por: Editorial | 11/08/2026 07:47
Um homem de 24 anos morreu após um confronto com policiais do Batalhão de Choque da Polícia Militar, no início da noite de segunda-feira (10), em Campo Grande. Jean Gabriel Rapini de Souza foi atingido durante uma abordagem realizada na região do bairro Santo Antônio.
De acordo com informações divulgadas pelo Batalhão de Choque, os policiais faziam patrulhamento pela Avenida Duque de Caxias quando identificaram um veículo utilizado por motorista de aplicativo. Conforme a corporação, o comportamento do passageiro chamou a atenção da equipe, que passou a acompanhar o automóvel.
A abordagem ocorreu na rua Manoel Ferreira, nas proximidades do Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS). O motorista deixou o carro e informou aos policiais que trabalhava com transporte por aplicativo. Ainda segundo a versão apresentada pela Polícia Militar, Jean permaneceu no interior do veículo mesmo após receber ordem para sair.
A corporação afirma que, após uma nova determinação, o passageiro teria desembarcado portando uma arma de fogo e efetuado um disparo contra os policiais. Os militares reagiram e houve troca de tiros. Jean foi atingido e caiu no local.
Após o confronto, os policiais realizaram a aproximação e recolheram uma arma de fogo. Também foram encontradas porções de cocaína, que, segundo o Choque, apresentavam características compatíveis com possível comercialização.
Histórico policial
Conforme levantamento divulgado pelas autoridades, Jean possuía registros de ocorrências desde 2018, quando ainda era adolescente. Entre os registros constam casos relacionados a receptação, roubos, associação criminosa e irregularidades envolvendo armas de fogo.
Em 2020, quando tinha 17 anos, o jovem foi apreendido por envolvimento em um assalto que terminou com a morte do taxista Luciano Barbosa Franco, de 44 anos, em Campo Grande. Segundo informações da investigação divulgadas na época, Jean era apontado como responsável pelo disparo que atingiu a vítima.
Por ter ocorrido quando ele ainda era menor de idade, o caso é juridicamente tratado como ato infracional, e não como antecedente criminal nos mesmos moldes aplicados a adultos.
Registros posteriores também apontam ocorrências relacionadas a lesão corporal, violência doméstica, porte de drogas para consumo pessoal, ameaça, injúria, vias de fato e descumprimento de medidas protetivas.
O caso do confronto será apurado pelas autoridades competentes, que deverão analisar as circunstâncias da abordagem e da troca de tiros. Com informações: Dourados News
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