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Sistema de Valores a Receber permite consultar se há dinheiro esquecido em bancos, consórcios e outras instituições financeiras. (Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil)
Por: Editorial | 12/08/2026 09:41
Milhões de brasileiros podem ter dinheiro parado em instituições financeiras sem sequer saber. Dados divulgados pelo Banco Central mostram que mais de R$ 5,12 bilhões continuam disponíveis no Sistema de Valores a Receber, conhecido como SVR.
Do total, aproximadamente R$ 3,76 bilhões pertencem a 22,66 milhões de pessoas físicas. Outros R$ 1,35 bilhão estão vinculados a cerca de 2 milhões de empresas.
O levantamento revela que, dos mais de R$ 20,93 bilhões identificados inicialmente como valores esquecidos em bancos, consórcios e outras instituições financeiras, R$ 15,81 bilhões já foram recuperados pelos beneficiários.
Entre os valores devolvidos, R$ 11,65 bilhões foram destinados a 38,73 milhões de pessoas físicas. As empresas receberam aproximadamente R$ 4,15 bilhões.
Somente em junho, os brasileiros resgataram cerca de R$ 340 milhões por meio do sistema. Em maio, o montante chegou a R$ 427 milhões, enquanto em abril foram devolvidos R$ 483 milhões.
Apesar do valor bilionário ainda disponível, grande parte das quantias individuais é relativamente pequena. Cerca de 18,5 milhões de beneficiários têm até R$ 10 para receber, número que representa aproximadamente 70% dos usuários com valores registrados.
Outros 4,96 milhões de beneficiários possuem quantias entre R$ 10,01 e R$ 100. Já aproximadamente 3 milhões de brasileiros têm valores superiores a R$ 100 disponíveis para resgate.
O Sistema de Valores a Receber permite verificar gratuitamente se uma pessoa, empresa ou até mesmo alguém falecido possui recursos esquecidos em instituições financeiras.
A consulta inicial pode ser feita com o CPF e a data de nascimento, no caso de pessoas físicas, ou com o CNPJ e a data de abertura da empresa, para pessoas jurídicas. Não é necessário fazer login nessa etapa.
Quando há dinheiro disponível, o usuário precisa acessar o sistema e utilizar uma conta Gov.br com nível prata ou ouro, além da verificação em duas etapas, para solicitar o resgate.
Os valores podem ter diversas origens, como contas-correntes ou poupanças encerradas, recursos de grupos de consórcio finalizados, cotas de capital de cooperativas de crédito e tarifas ou parcelas cobradas de forma indevida.
Também podem existir recursos vinculados a contas de pagamento encerradas e contas de registro mantidas por corretoras ou distribuidoras que já foram fechadas.
O resgate pode ser solicitado diretamente à instituição responsável pelo dinheiro, pelo próprio Sistema de Valores a Receber ou, quando disponível, por meio da modalidade de resgate automático. Com informações: Agência Brasil
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