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Ações de prevenção e combate ao Aedes aegypti são importantes para reduzir a transmissão de chikungunya e dengue em Mato Grosso do Sul. (Foto: Alvaro Rezende/Governo de MS)
Por: Editorial | 12/08/2026 14:47
Mato Grosso do Sul já contabiliza 30 mortes provocadas pela chikungunya em 2026, segundo dados da Secretaria de Estado de Saúde (SES). O número acende um alerta para a circulação da doença no Estado, que também registra milhares de casos confirmados neste ano.
Conforme o Boletim Epidemiológico referente à 30ª semana epidemiológica, divulgado nesta segunda-feira (10), foram registrados 12.579 casos prováveis de chikungunya em Mato Grosso do Sul. Desse total, 9.832 foram confirmados.
Os óbitos ocorreram em nove municípios: Dourados, Bonito, Jardim, Fátima do Sul, Douradina, Guia Lopes da Laguna, Itaporã, Ponta Porã e Nioaque. O levantamento também aponta 114 casos confirmados da doença em gestantes.
Os dados da SES mostram ainda que Mato Grosso do Sul registrou 4.669 casos prováveis de dengue em 2026. Até o momento, 1.873 foram confirmados.
O Estado contabiliza uma morte por dengue neste ano, registrada entre moradores de Bonito. Outro óbito permanece sob investigação para determinar se houve relação com a doença.
Nos últimos 14 dias, os municípios de Novo Horizonte do Sul, Juti, Paranhos, Rochedo, Bodoquena, Mundo Novo e Ponta Porã apresentaram baixa incidência de casos confirmados de dengue.
Mato Grosso do Sul recebeu 241.030 doses da vacina contra a dengue e já aplicou 223.322. Deste total, 201.349 doses foram destinadas à população que integra o público-alvo da campanha.
O esquema de imunização é composto por duas doses, com intervalo de três meses entre as aplicações. A recomendação contempla crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, 11 meses e 29 dias, faixa etária que concentra o maior número de hospitalizações por dengue entre pessoas de 6 a 16 anos.
Diante da circulação das duas doenças, as autoridades reforçam a importância dos cuidados para evitar a proliferação do Aedes aegypti, mosquito responsável pela transmissão da dengue e da chikungunya.
Em caso de sintomas compatíveis com as doenças, a recomendação é procurar atendimento em uma unidade de saúde e evitar a automedicação. Também é fundamental eliminar recipientes que possam acumular água, reduzindo os locais utilizados pelo mosquito para reprodução. Com informações: Governo de MS
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