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Médico legista lotado em Jardim foi afastado das funções após ser preso durante a Operação Auditus, que investiga supostas fraudes em exames e serviços médicos. (Foto: Reprodução)
Por: Editorial | 13/08/2026 15:02
Um médico legista está entre os cinco presos preventivamente durante a Operação Auditus, deflagrada nesta quinta-feira (13) pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul para investigar um suposto esquema de fraudes envolvendo exames, serviços médicos e contratos públicos no interior do Estado.
O profissional Robson Roosevelt Ferreira Aguilar, que estava lotado em Jardim, foi afastado das funções após ser alvo da operação. Segundo a Polícia Científica de Mato Grosso do Sul, a prisão não possui relação com as atividades desempenhadas pelo médico no órgão.
A Corregedoria da Polícia Civil, à qual o servidor é vinculado, instaurou um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) para apurar os fatos relacionados ao profissional e acompanhar os desdobramentos da investigação.
A Operação Auditus é conduzida pelo Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc) e pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), em conjunto com a 1ª Promotoria de Justiça de Nioaque. Ao todo, foram cumpridos 17 mandados, sendo cinco de prisão preventiva e 12 de busca e apreensão em Bela Vista, Bonito, Guia Lopes da Laguna, Jardim e Nioaque.
As investigações tiveram origem em suspeitas de irregularidades em licitações realizadas pela Prefeitura de Nioaque para a contratação de empresas responsáveis por consultas, exames e outros procedimentos médicos.
Segundo o Ministério Público, exames auditivos que não teriam sido realizados eram registrados como se tivessem ocorrido. A apuração posteriormente identificou indícios de que outros serviços médicos também teriam sido incluídos no esquema.
A investigação aponta que 83% dos exames e consultas pagos pelo município no período analisado teriam sido simulados por meio da falsificação de documentos. O Ministério Público estima que os prejuízos aos cofres públicos de Nioaque já ultrapassem R$ 4 milhões.
Ainda conforme a apuração, houve um aumento de 1.713% nos gastos com esses serviços médicos entre 2022 e 2025. Os investigadores também apontam indícios de que o esquema teria se expandido para outros municípios.
A primeira etapa da Operação Auditus foi realizada em julho de 2025, quando foram cumpridos dez mandados de busca e apreensão em Nioaque, Bonito e Jardim. A análise do material recolhido naquela ocasião, somada a novas diligências, teria levado os investigadores a identificar indícios de uma estrutura organizada envolvendo agentes públicos e particulares.
Em nota, a Polícia Científica afirmou que não compactua com irregularidades e que eventuais condutas individuais contrárias à legislação e aos deveres funcionais serão apuradas. A instituição também informou que está à disposição dos órgãos responsáveis pela investigação. Com informações: Aconteceu MS
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