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Prichard Colón morreu aos 33 anos, 11 anos após sofrer uma grave lesão cerebral durante uma luta profissional em 2015. (Foto: Reprodução/Redes sociais)
Por: Editorial | 14/08/2026 07:23
O ex-boxeador porto-riquenho Prichard Colón morreu aos 33 anos, nesta quinta-feira (13), após passar mais de uma década convivendo com graves consequências de uma lesão cerebral sofrida durante uma luta profissional. O pugilista havia sido colocado em coma após o combate de 2015 e, posteriormente, permaneceu com severas limitações neurológicas.
Colón tinha apenas 23 anos quando enfrentou o norte-americano Terrel Williams, em 17 de outubro de 2015, na Virgínia, nos Estados Unidos. Durante a luta, o porto-riquenho recebeu golpes na parte posterior da cabeça, região proibida pelas regras do boxe.
Conhecidos como “rabbit punches”, esses golpes foram motivo de reclamações do atleta durante o combate. Williams chegou a ser penalizado com a perda de um ponto, mas a luta continuou. No nono assalto, Colón acabou sendo desclassificado após sua equipe acreditar que o confronto havia terminado.
Pouco depois de deixar o ringue, o pugilista passou mal e perdeu a consciência. Encaminhado ao hospital, ele foi diagnosticado com um hematoma subdural, provocado pelo acúmulo de sangue entre o cérebro e as estruturas que o envolvem. A gravidade do quadro exigiu uma cirurgia de emergência.
Após o procedimento, Colón permaneceu em coma durante 221 dias. Quando despertou, as lesões neurológicas haviam deixado sequelas profundas, impedindo o retorno à rotina e à carreira esportiva. Durante os anos seguintes, ele precisou de cuidados permanentes e contou com a dedicação dos familiares.
Antes da tragédia, Colón era considerado uma das principais promessas do boxe porto-riquenho. Profissional desde 2013, o atleta acumulou 16 vitórias em 16 combates, sendo 13 por nocaute. A luta contra Williams acabou sendo a última de sua carreira.
O caso ganhou repercussão internacional e tornou-se um símbolo dos perigos relacionados aos golpes na parte posterior da cabeça em esportes de combate. Em 2021, o Conselho Mundial de Boxe concedeu ao pugilista o título de campeão honorário.
A família de Colón também buscou responsabilização pelas circunstâncias que envolveram a luta e o atendimento recebido pelo atleta. Uma ação judicial de US$ 50 milhões foi apresentada em 2017, segundo relatos da imprensa norte-americana.
A morte de Prichard Colón foi anunciada pelo pai e ex-treinador, Richard Colón, por meio das redes sociais. A causa específica do falecimento não foi divulgada.
Colón morreu aos 33 anos, 11 anos depois da lesão que encerrou de forma abrupta uma carreira que ainda estava no início. Sua história permanece marcada tanto pelo talento demonstrado dentro do ringue quanto pelos graves riscos associados aos golpes ilegais e às lesões cerebrais no boxe. Redação
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