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Equipe do Samu Indígena atua no atendimento de urgência aos moradores da Reserva Indígena de Dourados. (Foto: João Risi/Ministério da Saúde)
Por: Editorial | 14/08/2026 14:16
Um ano após ser inaugurado em Dourados, o primeiro Samu Indígena do Brasil reduziu de 15 para cerca de seis minutos o tempo médio entre o chamado de emergência e a chegada da equipe até as aldeias. A redução representa uma melhora significativa na resposta aos atendimentos de urgência dentro da Reserva Indígena de Dourados.
Segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde nesta sexta-feira (14), aproximadamente 25 mil moradores são beneficiados pelo serviço, que atende integrantes das etnias Guarani Kaiowá, Guarani Ñandeva e Terena.
O Samu Indígena funciona todos os dias, em qualquer horário, e desde o início das atividades já registrou cerca de 2,4 mil ocorrências. A média corresponde a aproximadamente 204 atendimentos por mês.
Antes da implantação da unidade, os moradores dependiam das equipes convencionais do Samu de Dourados. Devido à distância e às características da região, o deslocamento até as aldeias poderia ultrapassar 15 minutos.
Com uma equipe instalada no próprio território, o atendimento inicial passou a ocorrer de forma mais rápida, fator considerado importante principalmente em situações como acidentes vasculares cerebrais, traumas graves e problemas respiratórios.
A equipe do Samu Indígena é formada por 14 profissionais, sendo sete indígenas. Parte dos integrantes fala português e guarani, o que facilita a comunicação com os moradores e contribui para um atendimento mais adequado às características culturais da comunidade.
O enfermeiro indígena Everton Nunes Pontes destaca que o conhecimento da região também contribui para diminuir o tempo de deslocamento. Segundo ele, a equipe desenvolveu ações de orientação junto às Unidades Básicas de Saúde Indígena e escolas para explicar como o serviço deve ser acionado.
A iniciativa também busca melhorar o atendimento de grupos que necessitam de atenção especial, como gestantes, crianças e idosos.
Para a secretária de Saúde Indígena, Lucinha Tremembé, a presença de profissionais indígenas ajuda a aproximar o serviço da população. O domínio da língua e o conhecimento da realidade das comunidades são apontados como fatores que tornam o atendimento mais humanizado.
O Samu Indígena é integrado à Central de Regulação de Urgências do Samu Regional de Dourados. Quando necessário, as equipes realizam o transporte dos pacientes para unidades de saúde e hospitais da região, onde podem receber atendimento especializado.
Em casos de maior gravidade, também é possível solicitar o apoio de uma equipe de Suporte Avançado, além de outras equipes disponíveis no município. Com informações: Ministério da Saúde
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