| Hoje é Sábado, 15 de Agosto de 2026.

Polícia aponta que mulher teria sequestrado bebê Ayla para tentar salvar o próprio casamento


Segundo a investigação, suspeita teria se aproximado da família antes do crime e levado a recém-nascida para o Paraguai; criança foi localizada e entregue aos familiares.
Bebê Ayla Emanuelly foi localizada no Paraguai após ser levada de Campo Grande e posteriormente retornou para a família. (Foto: Reprodução) Por: Editorial | 14/08/2026 15:31

A Polícia Civil apontou que a mulher investigada pelo sequestro da bebê Ayla Emanuelly, ocorrido em Campo Grande no dia 6 de agosto, teria cometido o crime com a intenção de conseguir uma criança para criar e, assim, tentar preservar o próprio casamento. A informação foi divulgada nesta sexta-feira (14) pela delegada Anne Karine Sanches, da Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente.

De acordo com a investigação, a suspeita já tinha outros filhos, mas teria passado parte da vida deles privada de liberdade e não teria exercido os cuidados maternos. Mesmo assim, segundo a polícia, ela teria decidido obter outra criança para manter o relacionamento.

As apurações indicam ainda que a mulher teria conquistado gradualmente a confiança da família de Ayla, cuja mãe tem 17 anos. Antes do sequestro, ela teria oferecido roupas e outros objetos para a recém-nascida e afirmado que sabia realizar fotografias, chegando a combinar um ensaio da bebê.

O encontro para as fotos não ocorreu na data inicialmente prevista. No dia seguinte, a adolescente teria sido convidada para cuidar de uma criança mediante o pagamento de R$ 100. Segundo a investigação, a mulher dizia que a criança era sua filha de seis meses, quando, na realidade, seria sua neta.

A adolescente e a irmã teriam sido levadas até um imóvel na região do Bairro Universitário. Conforme informações reunidas no inquérito, a residência teria sido utilizada como ponto de apoio para a execução do crime.

Um dos investigados teria relatado aos policiais que recebeu R$ 1 mil para permitir que a ação fosse realizada no imóvel de sua família. Após a retirada da bebê, as duas adolescentes teriam sido abandonadas em uma área de mata.

Durante a fuga, os envolvidos teriam trocado as roupas de Ayla por peças masculinas e colocado a criança em um bebê-conforto destinado a menino, numa tentativa de dificultar sua identificação.

A recém-nascida foi posteriormente levada para o Paraguai. As investigações apontaram que a suspeita estava em Pedro Juan Caballero, onde passou a ser monitorada pelas forças de segurança.

Com o intercâmbio de informações entre a Polícia Civil de Mato Grosso do Sul e autoridades paraguaias, os investigadores chegaram ao imóvel onde a mulher estava com o marido e a criança. Ayla foi localizada na madrugada do dia 9, em uma residência no bairro Virgen de Caacupé.

No local, foram presos os brasileiros Alex Melo de Abreu e Suzilaine da Graça Costa. A bebê recebeu atendimento médico no Paraguai e depois foi encaminhada de volta a Campo Grande, onde ficou sob os cuidados dos órgãos de proteção.

Após os procedimentos necessários, Ayla foi entregue à família na quinta-feira (13). A Polícia Civil continua investigando o caso para esclarecer a participação de cada envolvido e reconstruir todas as etapas do sequestro.

A justificativa apresentada pela suspeita sobre a intenção de preservar o casamento ainda é analisada pelos investigadores. A polícia também considera a possibilidade de que essa versão tenha sido apresentada como tentativa de minimizar a gravidade do crime. A motivação definitiva deverá ser confrontada com os demais elementos reunidos durante a investigação. Com informações: Estado Diário

 

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