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Operação do MPMS investiga suposto esquema de R$ 4 milhões na saúde de Nioaque


Segunda fase da Operação Auditus cumpriu cinco mandados de prisão e 12 de busca e apreensão; investigação aponta possíveis fraudes em exames e consultas pagos pelo município.
Investigação do MPMS apura supostas fraudes em serviços médicos contratados pela Prefeitura de Nioaque e estima prejuízo superior a R$ 4 milhões (Foto: MPE-MS/Divulgação) Por: Editorial | 14/08/2026 17:15

Uma investigação do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) aponta um possível esquema de fraude que teria causado prejuízo superior a R$ 4 milhões aos cofres públicos de Nioaque. A segunda fase da Operação Auditus foi deflagrada na quinta-feira (13) e teve como alvo suspeitas relacionadas à contratação e ao pagamento de serviços médicos pelo município.

Ao todo, foram expedidos cinco mandados de prisão preventiva e 12 de busca e apreensão, cumpridos em Nioaque, Bonito, Jardim, Bela Vista e Guia Lopes da Laguna. A ação é conduzida pelo Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc), pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) e pela 1ª Promotoria de Justiça da Comarca de Nioaque.

De acordo com o MPMS, as apurações começaram após o surgimento de indícios de irregularidades em processos de contratação de empresas responsáveis pela realização de consultas, exames e outros procedimentos médicos.

A partir da análise de materiais recolhidos durante a primeira etapa da operação, realizada em julho de 2025, e de novas diligências, os investigadores teriam identificado indícios de direcionamento de contratações, pagamentos por procedimentos que supostamente não foram realizados e possível desvio de recursos públicos.

Segundo o Ministério Público, a investigação também aponta para a possível existência de pagamentos de vantagens indevidas a agentes públicos, além da utilização de documentos que teriam sido falsificados para comprovar atendimentos que não teriam ocorrido.

Os dados analisados pelos investigadores indicam que, entre 2022 e 2025, as despesas de Nioaque com os serviços médicos investigados cresceram 1.713%. O MPMS afirma ainda que aproximadamente 83% dos exames e consultas pagos pelo município teriam sido simulados pelo grupo investigado, que envolveria agentes públicos e particulares.

A estimativa apresentada pelo Ministério Público é de que o possível prejuízo aos cofres municipais ultrapasse R$ 4 milhões.

As investigações também levantaram suspeitas de que o grupo teria tentado levar o mesmo modelo de atuação para outros municípios de Mato Grosso do Sul. Para o MPMS, essa circunstância pode indicar uma possível continuidade das práticas investigadas.

O nome da operação faz referência a uma das primeiras suspeitas identificadas pelos investigadores. “Auditus” é uma palavra de origem latina relacionada à audição e foi escolhida porque exames auditivos estariam entre os procedimentos que, segundo a investigação, teriam sido registrados de forma simulada para justificar pagamentos.

Ainda conforme o MPMS, posteriormente as suspeitas teriam alcançado outros tipos de exames, consultas e serviços médicos. As investigações seguem em andamento para esclarecer a extensão do suposto esquema e identificar a participação de cada envolvido. Com informações: Jornal da Nova.

 

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